A TCP Partners estabeleceu uma aliança estratégica com a espanhola AtZ Investment Partners para conectar capitais europeus a projetos de infraestrutura e energia na América Latina.
O mercado de M&A (Fusões e Aquisições) na América Latina acaba de ganhar um motor de tração internacional. A brasileira TCP Partners formalizou uma união operacional com a AtZ Investment Partners, boutique de investment banking sediada em Madri, com o objetivo claro de encurtar a distância entre investidores europeus e ativos estruturais em solo latino-americano.
A iniciativa responde a uma demanda crescente por liquidez em setores intensivos em capital, como energia e logística. Com a nova estrutura, as duas instituições prometem facilitar operações transfronteiriças, focando em estruturação de dívidas, captação de recursos e reestruturações complexas que exigem um olhar atento aos mercados de capitais globais.
Conexão entre dois continentes
A operação conjunta contará com bases sólidas em São Paulo e Madri, mas o alcance da parceria vai além. A rede de atuação estende-se por países como México, Chile, Colômbia e Estados Unidos, criando um corredor de investimentos robusto. Essa capilaridade é fundamental para atender consórcios que buscam otimizar o custo de capital (WACC) em projetos de longo prazo.
A colaboração não é apenas geográfica, mas técnica. Ao integrar a expertise da TCP Partners em gestão e reestruturação com a bagagem da AtZ no mercado europeu, a plataforma visa atrair investidores institucionais que buscam ativos de infraestrutura resilientes e com potencial de crescimento sustentável.
“Estamos muito satisfeitos em unir forças com a AtZ. A parceria amplia nossa capacidade de gerar valor aos clientes por meio do acesso a novas oportunidades de financiamento, investidores estratégicos e operações internacionais”, afirma Wilbert Sanchez, sócio da TCP Partners.
Próximos passos e foco em energia limpa
O trabalho conjunto começa imediatamente com foco total em ativos de geração renovável. Em um momento de transição energética global, a reciclagem de capital em parques eólicos e solares torna-se o grande trunfo para atrair novos players estratégicos.
O sucesso dessa aliança pode transformar a maneira como grandes projetos de infraestrutura são financiados na região. Com o alinhamento entre as duas casas, a expectativa é que o fluxo de negócios ganhe agilidade, permitindo que ativos latino-americanos alcancem um patamar de competitividade mais alto frente aos exigentes padrões do mercado europeu.




















