Uma impressionante estrutura de sete toneladas, batizada de “A Queda de Atlas”, chega ao museu Sesi Lab em Brasília para desafiar a percepção do público através da física.
O Sesi Lab, ponto de referência cultural na capital federal, prepara uma novidade para o seu espaço externo. A partir da próxima terça-feira (25), o museu exibe a monumental instalação assinada pelo arquiteto e artista plástico Anderson Schneider, que promete transformar a paisagem local com um efeito visual surpreendente.
A peça, composta inteiramente por placas de aço, utiliza a técnica da tensegridade para manter seus pesados componentes em suspensão por meio de cabos de alta resistência. O resultado é a estética de um origami gigante, que parece flutuar sobre o gramado, desafiando as leis da gravidade e atraindo olhares de quem circula pelo Setor Cultural Sul.
Arte, Ciência e Reflexão
A estreia da obra coincide com o evento de abertura noturna do Sesi Lab, marcado para ocorrer entre 19h e 22h. O público poderá visitar a instalação gratuitamente e aproveitar uma programação que inclui projeções visuais do artista Alexandre Rangel, além de opções gastronômicas em uma área dedicada a food trucks.
O projeto é viabilizado com o apoio do FAC/DF e o patrocínio da Pinheiro Ferragens. Mais do que um triunfo da engenharia, a escultura convida os visitantes a pensarem sobre o cotidiano contemporâneo.
A obra é uma provocação visual que utiliza o mito de Atlas e as teorias do filósofo Byung-Chul Han para discutir os limites da produtividade na chamada sociedade do cansaço.
Ao integrar rigor técnico e sensibilidade artística, o museu reforça seu compromisso com a democratização do acesso à cultura. A iniciativa busca fortalecer a ocupação urbana de Brasília, unindo elementos de ciência e estética para criar um ambiente de diálogo entre a estrutura monumental e o espectador.























