Setor portuário bate recorde: 101 milhões de toneladas em 2024
O setor de portos e hidrovias do Brasil apresentou um desempenho positivo em fevereiro, alcançando a marca de 101,0 milhões de toneladas movimentadas. Esse resultado representa uma alta de 3,78% em relação ao período anterior, um indicador claro do vigor do comércio exterior e da eficiência logística nacional.
O papel estratégico dos Terminais de Uso Privado (TUPs)
Os dados fornecidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos destacam a relevância dos Terminais de Uso Privado (TUPs), que foram responsáveis por 67,7 milhões de toneladas, registrando um crescimento expressivo de 8,90%. Entre as infraestruturas que impulsionaram esses números, destacam-se o Porto de Suape (PE), com um aumento de 19,3% (2,1 milhões de toneladas), e o terminal de Ponta Ubu (ES), que apresentou uma alta notável de 83% (1,4 milhão de toneladas), evidenciando o valor estratégico de diversos pontos de escoamento no país.
Análise dos tipos de transporte e cargas
O sucesso do setor foi distribuído entre diferentes modalidades e categorias de carga:
- Navegação de longo curso: fundamental para o comércio global, cresceu 3,6%, totalizando 69,1 milhões de toneladas.
- Cabotagem: o transporte entre portos brasileiros também subiu 8,2%, atingindo 24,5 milhões de toneladas.
- Granel Líquido: registrou um aumento de 11,2%, alcançando 26,9 milhões de toneladas.
- Carga Conteinerizada: apresentou um crescimento de 10,2% no volume de carga (12,4 milhões de toneladas) e 14,1% na movimentação de unidades (1,2 milhão de TEUs).
- Granel Sólido: manteve estabilidade com um leve crescimento de 0,2%, totalizando 57 milhões de toneladas.
Entre os produtos específicos, o carvão mineral destacou-se com alta de 48,8% (1,6 milhão de toneladas), seguido pelo sal, com 39,1% de crescimento (741 mil toneladas), e pelo óleo bruto de petróleo, que subiu 16,2% (17,7 milhões de toneladas).
Visão Geral
O cenário de fevereiro confirma uma trajetória de expansão para a logística brasileira. O equilíbrio entre o crescimento da navegação de longo curso e da cabotagem, somado ao forte desempenho dos terminais privados e de commodities específicas, reflete a resiliência do sistema portuário nacional diante das demandas do mercado internacional e interno.
Créditos: Misto Brasil





















