## Petrobras impulsiona vendas de energia com foco em exportação e mercado interno
A Petrobras apresentou um desempenho sólido no segundo trimestre de 2026, com um aumento notável de 18% nas vendas de energia em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi significativamente impulsionado pela expansão das operações de exportação, que alcançaram um volume de 216 MW médios, atingindo um pico de 328 MW médios em maio.
Apesar do avanço anual, o volume total de vendas de energia registrou uma retração de 24,4% quando comparado ao primeiro trimestre de 2026. Naquele período, a empresa havia intensificado suas vendas para otimizar a distribuição de gás natural e atender à demanda de terceiros por vapor.
Em leilões de reserva de capacidade, a Petrobras manteve sua oferta em 1.120 MW no segundo trimestre, repetindo o patamar anterior. Já a venda de disponibilidade térmica em leilões totalizou 568 MW médios, um volume estável em relação ao primeiro trimestre, mas com uma redução de 20,4% na comparação anual.
No segmento de gás natural, as vendas da Petrobras totalizaram 45 milhões de m³ diários, um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior, mas uma queda de 2,2% em comparação com o trimestre anterior. A companhia atribui essa redução à menor oferta de gás nacional e ao fornecimento reduzido para usinas termelétricas. A produção de gás nacional avançou 11,8% anualmente, mas apresentou queda trimestral devido a interrupções em unidades de produção e gasodutos. A oferta foi complementada pela importação de 7 milhões de m³ diários da Bolívia e 1 milhão de m³ de GNL regaseificado.
No setor de óleo e gás, a produção total da Petrobras atingiu 3,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um crescimento de 14,1% em um ano e de 3,4% em relação ao trimestre anterior. A empresa destacou que este foi um trimestre recorde em produção, atribuindo o feito à maior eficiência operacional, ao ramp-up de FPSOs no pré-sal e à entrada em operação de dez novos poços produtores.
No refino, as vendas domésticas alcançaram 1,7 milhão de barris por dia, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. O fator de utilização das refinarias atingiu um índice recorde de 101,2%, o que permitiu uma redução significativa nas importações de derivados, para 67 mil barris por dia. A companhia ressaltou que o alto aproveitamento do parque de refino tem sido crucial para garantir o abastecimento interno em meio ao atual cenário geopolítico.






















