A Geração Distribuída impulsiona a descentralização energética no Brasil, com forte avanço solar no agronegócio.
Conteúdo
- A Energia Descentralizada Ganha Território na Geração Distribuída
- Transformação na Matriz Elétrica Brasileira pela GD
- Agronegócio Assume Protagonismo no Investimento em Geração Distribuída
- Visão Geral
A Energia Descentralizada Ganha Território na Geração Distribuída
A geração distribuída (GD) vivencia nova expansão no Brasil, superando 43,9 GW de potência instalada, impulsionada pela energia solar e sistemas fotovoltaicos conectados à rede. Este crescimento reflete uma transformação estrutural, onde pequenas usinas substituem a dependência de grandes hidrelétricas, instalando-se em residências, comércios, indústrias e áreas rurais. O fenômeno se interioriza, alcançando cidades médias e zonas rurais, graças à queda nos custos de equipamentos, melhores linhas de financiamento e maior conscientização ambiental. Estados do Sul e Sudeste lideram, mas o Nordeste e Centro-Oeste ganham relevância devido à alta radiação solar e ao setor do agronegócio. A interiorização da GD é vista como uma mudança econômica, integrando a energia às estratégias de sustentabilidade e competitividade.
Transformação na Matriz Elétrica Brasileira pela GD
Apesar de manter uma das matrizes mais limpas, o protagonismo da energia hidráulica brasileira está em declínio, caindo de 71% em 2010 para 46,5% em 2024, segundo a EPE, enquanto fontes como solar e eólica crescem exponencialmente. O marco inicial para a expansão da GD foi a Resolução 482/2012 da Aneel, que permitiu a compensação de energia gerada pelo consumidor. A consolidação veio com a Lei nº 14.300/2022, estabelecendo o marco legal para micro e minigeração, o que conferiu segurança jurídica para investimentos de longo prazo. Atualmente, mais de 99% das conexões de GD utilizam painéis fotovoltaicos, evidenciando o papel central da energia solar na transição para um modelo energético mais limpo e descentralizado, uma mudança que pode ser acompanhada em plataformas como o Portal Energia Limpa.
Agronegócio Assume Protagonismo no Investimento em Geração Distribuída
O agronegócio demonstra forte engajamento na adoção da geração distribuída. Dados da ABGD indicam um crescimento de 60% na classe rural entre 2023 e 2025, alcançando 5,6 GW de potência e representando 13% do total nacional. Carlos Evangelista, presidente da ABGD, ressalta que a energia solar se tornou um recurso estratégico para a produção rural, oferecendo redução de custos, previsibilidade e independência energética, fatores cruciais para a competitividade no campo. Adicionalmente, o uso de sistemas de armazenamento de energia (storage) está se popularizando, permitindo o aproveitamento do excedente solar durante o dia para uso em horários de pico, elevando significativamente a autonomia energética das propriedades rurais e fortalecendo o setor.
Visão Geral
A geração distribuída, majoritariamente solar, transforma a matriz energética brasileira, descentralizando a geração e empoderando consumidores, especialmente no agronegócio. A regulamentação jurídica recente acelerou o investimento e a interiorização da energia limpa, reduzindo a dependência de grandes fontes e promovendo sustentabilidade em todo o território nacional, com crescente participação de estados do Centro-Oeste e Nordeste.




















