Geração Distribuída impulsiona agronegócio com 60% de crescimento, reforçando a descentralização da matriz elétrica brasileira.
Conteúdo
- Novo Ciclo de Expansão da Geração Distribuída
- A Energia Descentralizada Ganha Território
- Transformação na Matriz Elétrica Brasileira
- Agronegócio Assume Protagonismo na GD
- Participe do Fórum Regional de Geração Distribuída Sul/Sudeste 2026
Novo Ciclo de Expansão da Geração Distribuída
A Geração Distribuída (GD) no Brasil está em um novo ciclo de expansão, impulsionado principalmente pela energia solar e pela adoção crescente de sistemas fotovoltaicos conectados à rede. Dados da Datlaz indicam que o país já ultrapassou 43,9 gigawatts (GW) de potência instalada, sinalizando uma mudança estrutural na matriz energética. Este movimento prioriza pequenas usinas instaladas próximas ao ponto de consumo — em residências, comércios, indústrias e áreas rurais — em detrimento da concentração em grandes hidrelétricas. A descentralização aumenta a autonomia dos consumidores e fortalece a segurança do suprimento energético nacional, promovendo um modelo mais resiliente e adaptável às necessidades regionais.
A Energia Descentralizada Ganha Território
O avanço da GD diversifica a geração de energia no país, estendendo-se além dos centros urbanos tradicionais. Embora os estados do Sul e Sudeste mantenham forte presença, as regiões Nordeste e Centro-Oeste têm ampliado sua participação, beneficiadas pela alta radiação solar e pelo investimento do agronegócio. No Norte, a interiorização da geração distribuída é vital para municípios antes dependentes de redes instáveis ou dispendiosos geradores a diesel. Especialistas apontam que essa capilaridade da energia descentralizada representa uma mudança cultural, onde a energia se torna um pilar estratégico para a sustentabilidade e competitividade de empresas e municípios. A redução contínua dos custos dos equipamentos facilita essa adoção em larga escala.
Transformação na Matriz Elétrica Brasileira
Apesar de ainda possuir uma das matrizes elétricas mais limpas globalmente, o Brasil observa uma redução significativa na dependência de hidrelétricas, cuja participação caiu de 71% em 2010 para 46,5% em 2024, conforme dados da EPE. Em contrapartida, fontes como solar e eólica crescem exponencialmente. A Resolução 482/2012 da Aneel foi crucial ao permitir a compensação de energia gerada pelo consumidor, mas a Lei nº 14.300/2022 forneceu o marco legal essencial, garantindo segurança jurídica para investimentos de longo prazo. Atualmente, mais de 99% das conexões de GD utilizam painéis fotovoltaicos, confirmando a centralidade da energia solar na transição para um modelo energético mais limpo e distribuído. Para saber mais sobre tendências em energia limpa, visite https://go.energialimpa.live/energia-livre ou consulte o Portal Energia Limpa.
Agronegócio Assume Protagonismo na GD
O agronegócio se destaca como um dos maiores investidores em geração distribuída. A classe rural registrou um crescimento de 60% entre 2023 e 2025, somando 5,6 GW em potência instalada, o que corresponde a 13% do total nacional. Carlos Evangelista, presidente da ABGD, ressalta que a energia solar se tornou um recurso estratégico, ultrapassando a função de mero insumo operacional. Ela é agora um pilar para assegurar produtividade, competitividade e sustentabilidade no campo. A GD permite a redução de emissões, o acesso a energia em áreas remotas e maior previsibilidade de fornecimento, diminuindo a dependência de combustíveis fósseis e da instabilidade hídrica. A adoção de sistemas de storage (armazenamento) também cresce, otimizando o uso do excedente diário.
Participe do Fórum Regional de Geração Distribuída Sul/Sudeste 2026
Profissionais e líderes do setor são convidados a participar do Fórum Regional de Geração Distribuída da região Sul e Sudeste 2026. Este evento é fundamental para discutir as tendências de inovação, os desafios regulatórios e o papel estratégico da GD no desenvolvimento regional e nacional. O Fórum ocorrerá em Curitiba/PR entre 29 e 31 de julho de 2026. As inscrições estão abertas, oferecendo uma excelente oportunidade para networking e aprofundamento técnico sobre o futuro da energia descentralizada e o papel da energia solar no Brasil. Não perca este encontro essencial para quem atua na transição energética.






















