O projeto Protect Paradise, da Green Mining, expande sua atuação em Fernando de Noronha com o apoio do grupo AGEMAR. A parceria visa fortalecer a economia circular e ampliar a reciclagem de plásticos em pontos turísticos estratégicos.
O arquipélago de Fernando de Noronha celebra um avanço significativo em sua política de sustentabilidade. O projeto Protect Paradise, liderado pela Green Mining, anunciou uma nova parceria estratégica com a DIX Aeroportos e o Forte Noronha, ambas concessões do grupo AGEMAR. O objetivo é consolidar a logística reversa e o reaproveitamento de materiais em um dos destinos mais sensíveis e visitados do país.
Desde 2021, o Protect Paradise atua transformando resíduos em produtos utilitários e educativos, provando que o descarte pode ser convertido em valor local. A integração com novos parceiros é um passo fundamental para elevar o impacto da preservação ambiental na ilha, garantindo que o fluxo intenso de visitantes não comprometa a biodiversidade do ecossistema local.
Resultados práticos e economia circular
O sucesso da iniciativa já é mensurável. Até o momento, o projeto foi responsável pela gestão correta de mais de 7,5 toneladas de plástico e 12,7 toneladas de vidro, além da criação de mais de 30 mil artefatos reciclados. Esses itens carregam a identidade cultural de Noronha, servindo como exemplos tangíveis de como a sustentabilidade pode gerar renda e engajamento.
“Nossa iniciativa busca mostrar, na prática, que o resíduo plástico pode deixar de ser um problema ambiental e se tornar matéria-prima para gerar valor local, renda, educação ambiental e engajamento de moradores, turistas e estabelecimentos comerciais”, afirma Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining.
Conectando turistas e preservação
A entrada da DIX Aeroportos na operação é estratégica, posicionando o projeto diretamente no principal ponto de chegada dos visitantes. A partir de agora, o aeroporto funcionará como um canal de conscientização, facilitando a coleta seletiva e educando o público sobre o descarte correto logo nos primeiros momentos de estadia.
Paralelamente, o Forte Noronha funcionará como uma vitrine para a economia regenerativa. Ao expor os artefatos produzidos com materiais reciclados, o espaço aproxima o turista das soluções adotadas, incentivando uma postura mais consciente durante todo o passeio pelo arquipélago.
“Esses resultados reforçam o potencial da reciclagem como ferramenta concreta de preservação ambiental, especialmente em territórios insulares, onde a logística de resíduos é mais complexa e o impacto do turismo exige soluções inovadoras e colaborativas”, destaca Rodrigo Oliveira.
O impacto positivo para o futuro
A colaboração entre a iniciativa privada e as operações turísticas em Noronha estabelece um novo padrão para o setor de energia limpa e gestão de resíduos no Brasil. Com o apoio da AGEMAR, o Protect Paradise projeta não apenas a manutenção de seus números atuais, mas a expansão do alcance educacional.
Ao transformar o plástico em um recurso valioso, o projeto demonstra que a inovação tecnológica — como o uso de blockchain para rastreabilidade — é essencial para garantir a longevidade dos destinos naturais brasileiros. A iniciativa reafirma que proteger paraísos exige um esforço conjunto que alia consciência pública e responsabilidade corporativa.






















