Dolar fecha semana em alta contra o real brasileiro

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Dolar fecha semana em alta contra o real brasileiro - Foto: Reprodução / Arquivo
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A Bolsa de Valores Encerra a Semana em Baixa, com Preços Voláteis de Minério e Petróleo

A Bolsa de Valores Encerra a Semana em Baixa, Influenciada pela Volatilidade dos Preços de Minério e Petróleo

Por Misto Brasil – DF

O dólar encerrou a sexta-feira em alta frente ao real. Essa valorização se deu, em parte, pela busca do mercado por proteção antes do feriado prolongado de Carnaval. No cenário internacional, a divisa americana não apresentou um movimento unificado contra as demais moedas de países emergentes no final da tarde.

O dólar à vista finalizou a sessão com um aumento de 0,60%, atingindo R$ 5,2306. No balanço semanal, a moeda acumulou uma elevação de 0,21%, embora no acumulado do ano ainda apresente uma queda de 4,71%.




Às 17h04, o dólar futuro com vencimento em março — o contrato mais negociado na B3 — mostrava alta de 0,25%, cotado a R$ 5,2415.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, comentou que os mercados operaram com movimentação mista na sexta-feira, mas com um tom geral negativo. Isso foi impulsionado pela reação ao Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de janeiro nos EUA (2,4% na variação anual, contra uma expectativa de 2,5%), que, apesar de ter vindo abaixo do esperado, não conseguiu deter a rotação setorial de vendas em ações de tecnologia e commodities.

No mercado de câmbio, a valorização do dólar em relação ao real refletiu a aversão geral ao risco e notícias domésticas (incluindo atualizações sobre o caso do Banco Master e o surgimento de novos elementos no cenário).

O índice DXY (que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes) também subiu, pressionado pela procura por ativos considerados “porto seguro” (*safe-haven*), em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed) se mantenha cauteloso antes de iniciar os cortes de juros. No entanto, o dado de inflação elevou ligeiramente as apostas de que os cortes podem começar em julho.

No Brasil, o Ibovespa terminou a semana em território negativo, após quedas sucessivas recentes. As principais ações (*blue chips*) como Vale e Petrobras sentiram o impacto da volatilidade nos preços do minério de ferro e do petróleo. Paralelamente, o período pré-Carnaval afetou a liquidez das negociações. Em escala global, o sentimento de aversão ao risco, alimentado por preocupações com uma possível “bolha da IA”, resultou em quedas acumuladas na semana, apesar de uma leve recuperação na sexta-feira.

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Algumas grandes empresas de tecnologia já entraram em território de mercado em baixa (*bear market*), registrando quedas superiores a 20% em relação aos seus picos recentes.

O ouro foi beneficiado tanto pela expectativa de cortes de juros nos EUA quanto pela migração de capital para fora das ações de tecnologia, resultando em uma forte alta no dia.

Jawueline Neo, superintendente de Câmbio e Crédito da be.smart, avaliou que o pregão de sexta-feira indicou um mercado mais cauteloso. O dólar se valorizou, recuperando parte das perdas recentes, enquanto o Ibovespa registrou um recuo devido à realização de lucros e ao ajuste ao ambiente externo mais defensivo.

No câmbio, a alta do dólar acompanha o fortalecimento global da moeda americana. Investidores estão reposicionando suas carteiras antes da divulgação de novos dados de inflação e atividade econômica nos Estados Unidos, que podem influenciar as projeções para as taxas de juros do Federal Reserve.

No contexto doméstico, a precificação do ciclo da Selic também tem impacto sobre o real. Qualquer indicação de cortes de juros mais próximos ou mais acentuados diminui o diferencial de juros, afetando a atratividade da moeda brasileira.

Na bolsa, o Ibovespa corrigiu após uma sequência positiva de altas nas semanas anteriores. A queda é vista como um movimento de realização técnica e fluxo de investimento mais seletivo, sem um evento doméstico significativo que altere o panorama estrutural. Trata-se, até o momento, de um ajuste de curto prazo.


Visão Geral

Para a próxima semana, espera-se que o mercado mantenha sua sensibilidade ao cenário externo. A direção do dólar e dos ativos de risco dependerá predominantemente dos dados macroeconômicos vindos dos Estados Unidos. Surpresas inflacionárias ou de atividade acima das projeções tendem a fortalecer o dólar globalmente e exercer pressão sobre as moedas de mercados emergentes.

Créditos: Misto Brasil

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