O Brasil consolida sua liderança global em energia limpa, com uma matriz elétrica composta por 90% de fontes renováveis, superando drasticamente a média mundial. Os dados foram revelados durante a conferência Smart Energy 2026, em Curitiba.
O Brasil reafirmou seu papel de protagonista na transição energética global. Dados recentes apresentados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) durante a Smart Energy 2026, encerrada na última quarta-feira (23), em Curitiba, confirmam que o país possui uma das matrizes mais sustentáveis do planeta.
Enquanto o mundo busca alternativas para descarbonizar suas economias, o Brasil já colhe os frutos de décadas de investimentos em fontes limpas.
O evento, realizado no Campus da Indústria do Sistema Fiep, reuniu especialistas e gestores para discutir os próximos passos da sustentabilidade. O destaque da conferência foi a comparação entre a infraestrutura brasileira e a média global, evidenciando que o país opera com uma eficiência renovável três vezes superior à de muitas nações desenvolvidas.
Liderança em matriz elétrica renovável
Os números apresentados pela EPE são expressivos: cerca de 90% da eletricidade produzida no Brasil provém de fontes renováveis, um patamar muito acima da média global, que gira em torno de 35%.
Quando analisada a matriz energética total — que engloba combustíveis e outras formas de consumo —, o Brasil atinge 50% de fontes renováveis, enquanto o restante do mundo se mantém próximo aos 14%.
Thiago Ivanoski, diretor de Estudos de Energia Elétrica da EPE, afirmou:
O Brasil é referência mundial em energia de fontes renováveis. Os outros países querem chegar onde nós estamos.
Políticas públicas e diversificação da matriz
O sucesso brasileiro é atribuído a uma trajetória consistente de políticas públicas. A diversificação da matriz, que inclui a força da energia hidráulica, o avanço da energia eólica e o crescimento acelerado da energia solar, tem sido essencial.
Além disso, o uso estratégico de biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel, elevou significativamente a participação de fontes sustentáveis no setor de transporte.
Iramar Severiano, diretora-superintendente da Rede Paraná Tecnologia e Metrologia, destacou:
Foi um evento muito produtivo, com a participação de muitos atores dessa transformação energética que o país vive. Os temas foram relevantes e nos deixam atentos para a manutenção competitiva da indústria nacional e a sustentabilidade de nossas matrizes energéticas.
Infraestrutura e o desafio da mobilidade elétrica
Outro pilar fundamental apontado pelos especialistas foi a expansão da rede de transmissão de energia, que saltou de 125 mil quilômetros em 2016 para 182 mil quilômetros em 2025. Essa infraestrutura é o que garante a integração das diferentes fontes geradoras pelo território nacional, assegurando estabilidade ao sistema.
Contudo, o futuro exige novos olhares. Com a ascensão dos veículos elétricos, o setor elétrico enfrenta o desafio de atender a uma demanda crescente e acelerada.
A necessidade de monitorar o impacto desse consumo sobre o sistema é o próximo grande passo para garantir que o país mantenha sua soberania e eficiência energética, consolidando o Brasil como um modelo de economia de baixo carbono.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Empresas do Grupo Tix conquistam Selo Ouro GHG Protocol pelo segundo ano consecutivo
· Empresas
LEIA MAIS
Em expansão no Brasil, setor de climatização enfrenta falta de profissionais qualificados
· Instagram
LEIA MAIS
Autonomia é o fator que mais motiva brasileiros a pagar mais por carros eletrificados
· Energia Renovável
LEIA MAIS















