O mercado de Geração Distribuída (GD) no Brasil desacelerou em 2025, com quedas significativas na minigeração e microgeração, evidenciando uma retração nos sistemas de maior porte.
Conteúdo
- A Desaceleração do Mercado de GD no Brasil
- Perfil de Consumo e a Maturação do Setor de GD
- Estrutura e Evolução das Empresas de Energia Solar
- Tendências em Propostas e Vendas de Sistemas Fotovoltaicos
- Importação de Módulos Fotovoltaicos e Impacto na Cadeia
- Visão Geral
A Desaceleração do Mercado de GD no Brasil
O mercado de Geração Distribuída (GD) no Brasil enfrentou uma desaceleração em 2025, marcando uma retração notável, especialmente em sistemas de maior porte. A minigeração, que engloba projetos maiores, registrou uma queda de 31% nas novas instalações, um dado relevante para o setor de energia solar. Similarmente, a microgeração, composta por sistemas de até 75 kWp, também experimentou um recuo de 6% em comparação com o ano de 2024. Esses números indicam um período de ajuste e desafios para os integradores de sistemas fotovoltaicos.
A análise desses dados é crucial para entender as dinâmicas recentes do mercado fotovoltaico brasileiro e planejar futuras estratégias de crescimento e investimento em energia renovável.
Perfil de Consumo e a Maturação do Setor de GD
No que tange o perfil de consumo, o segmento residencial manteve sua posição de liderança em 2025, contribuindo com 57% do novo volume de Geração Distribuída adicionado ao sistema. Em contrapartida, a classe comercial perdeu participação, enquanto os segmentos rural e industrial permaneceram estáveis. Este cenário reflete um setor de energia em fase de maturação, caracterizado por uma alta fragmentação entre os integradores e uma demanda crescente por capacitação profissional especializada. O estudo revela que mais da metade das empresas de energia solar foram fundadas nos últimos cinco anos, com 48% surgindo entre 2019 e 2022, período de forte expansão da GD.
Por outro lado, apenas 10% das empresas ativas antes de 2016 ainda operam no mercado fotovoltaico. A pesquisa envolveu mais de 6.590 empresas de todas as regiões, coletando dados em janeiro de 2026.
Estrutura e Evolução das Empresas de Energia Solar
As empresas de energia solar adaptaram suas operações, operando com estruturas mais enxutas em 2025. A média de colaboradores por empresa diminuiu de sete para seis, representando uma redução de 17% em relação ao ano anterior. Grande parte das companhias (68%) mantém equipes de até quatro funcionários, e apenas 13% possuem entre 10 e 30 colaboradores. Esse modelo operacional ressalta o caráter pulverizado do mercado de GD e a frequente utilização de terceirização em diversas etapas dos projetos fotovoltaicos. Além disso, observa-se uma mudança no posicionamento das empresas.
Embora 69% ainda atuem como integradoras, focadas na venda e instalação de sistemas fotovoltaicos, aproximadamente 25% já se redefinem como consultores de energia, ampliando seu portfólio com soluções energéticas como baterias e carregadores, visando uma oferta mais completa no setor de energia.
Tendências em Propostas e Vendas de Sistemas Fotovoltaicos
No âmbito das negociações, o número de propostas comerciais apresentou uma queda de 19% em 2025, com uma média mensal de 21 orçamentos por empresa, abaixo dos 26 em 2024 e dos 43 em 2023. Contudo, apesar dessa redução no volume de orçamentos, a taxa de conversão alcançou 22% em 2025, superando os 20,4% de 2024 e os 11,6% de 2023. Esse aumento na conversão sugere uma demanda mais qualificada e processos de venda mais eficientes por parte das empresas de energia solar, conforme análise da Greener.
Cerca de 80% dos integradores comercializaram até 500 kWp em 2025, o que, considerando um sistema médio de 8 kWp, equivale a cinco sistemas fotovoltaicos por mês. As faixas de 4 a 12 kWp lideraram as vendas, com 69% de participação no mercado de GD.
Importação de Módulos Fotovoltaicos e Impacto na Cadeia
A desaceleração do mercado de GD no Brasil em 2025 teve um reflexo direto na cadeia de suprimentos. O volume de módulos fotovoltaicos importados somou 17,9 GWp, registrando uma queda de 20% em comparação com 2024. Este recuo fez com que os volumes retornassem aos patamares observados em 2022 e 2023, indicando um reajuste na expectativa de crescimento do setor de energia solar. Do total de módulos importados, aproximadamente 80%, ou 14,2 GWp, foram destinados ao mercado de Geração Distribuída, reforçando a importância do setor para a demanda de equipamentos.
A análise da importação de módulos fotovoltaicos é um indicador crucial da saúde e das projeções futuras para o desenvolvimento da energia solar no país, influenciando diretamente a disponibilidade e o custo dos sistemas fotovoltaicos para integradores e consumidores finais.
Visão Geral
O panorama do mercado de Geração Distribuída (GD) em 2025 revela um setor em transição, caracterizado pela desaceleração nas instalações, mas também por uma notável eficiência nas vendas. A retração nos volumes de minigeração e microgeração, juntamente com a queda na importação de módulos fotovoltaicos, aponta para um reajuste do setor de energia solar após anos de expansão acelerada. Entretanto, o aumento da taxa de conversão e a emergência de novas funções para as empresas de energia solar, como a consultoria energética, sinalizam uma adaptação do setor para uma demanda mais qualificada e um portfólio de soluções mais diversificado.
Este cenário exige dos integradores e demais players estratégias inovadoras para garantir o contínuo desenvolvimento da energia renovável no Brasil. Para mais informações sobre o setor, acesse o Portal Energia Limpa.





















