O agronegócio brasileiro se destaca na COP17 com soluções inovadoras para a conservação da biodiversidade, apresentando o projeto Renera e propostas concretas para integrar produção sustentável e metas globais.
A cidade de Yerevan, na Armênia, é palco da 17ª reunião da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), onde o Brasil, através do setor agropecuário, busca demonstrar seu protagonismo na busca por soluções para as metas de biodiversidade estabelecidas no Marco Global de Kunming-Montreal. Quatro anos após sua adoção, a conferência é um momento crucial para avaliar progressos e delinear estratégias para a implementação de compromissos ambientais que se conectam diretamente com a produção sustentável.
Dentre as 23 metas globais, sete abordam especificamente a agricultura, englobando desde a conservação de áreas nativas e a redução da poluição até o fomento de práticas sustentáveis e a repartição equitativa de benefícios gerados pelo uso de recursos genéticos. Estes pontos colocam em pauta não apenas os impactos das atividades agrícolas, mas também o imenso potencial do agronegócio brasileiro em contribuir ativamente para a preservação e o uso responsável da biodiversidade.
CropLife Brasil na vanguarda da inovação
A participação da CropLife Brasil na conferência é marcada pela apresentação de contribuições técnico-científicas, com destaque para o projeto Renera — Brazilian Bioinputs Hub. Essa iniciativa, uma parceria com a ApexBrasil, visa impulsionar internacionalmente as soluções biológicas desenvolvidas no país, posicionando o Brasil como um líder em tecnologia e sustentabilidade agrícola.
Propostas concretas para um futuro sustentável
Com o objetivo de subsidiar o posicionamento oficial brasileiro na COP17, a CropLife Brasil encaminhou ao Governo Federal uma carta com doze propostas. Estas sugestões, entregues aos ministérios das Relações Exteriores, Agricultura e Pecuária, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, e Ciência, Tecnologia e Inovação, buscam harmonizar a conservação da biodiversidade com a pujança da produção agrícola nacional. As propostas abrangem metas cruciais como a conservação de áreas nativas em propriedades rurais, a redução da poluição com foco na proteção da vida selvagem, e o incentivo a práticas agroindustriais sustentáveis que utilizam inovações como bioinsumos, sementes melhoradas e biotecnologia.
A entidade reforça a importância do uso de pesticidas de forma a minimizar impactos negativos, a promoção da repartição justa de benefícios pelo uso de recursos genéticos, a avaliação e divulgação de riscos ambientais, e o incentivo a um consumo consciente. Além disso, a CropLife Brasil destaca o papel do Sistema Campo Limpo, do inpEV, na logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas, exemplificando um compromisso com a destinação ambientalmente correta. Um ponto fundamental é o fortalecimento da biossegurança, reconhecendo os benefícios e o uso seguro da biotecnologia, essencial para o avanço da agricultura de precisão e sustentável.
Renera: um impulso para os bioinsumos brasileiros
Uma das estratégias propostas para a conservação da biodiversidade e a transição para sistemas alimentares regenerativos é o desenvolvimento de soluções baseadas na natureza, como as oferecidas pelo projeto Renera. O hub de bioinsumos tem como objetivo expandir o mercado doméstico e aumentar a visibilidade internacional das tecnologias brasileiras. Os dados de vendas de bioinsumos no país já demonstram um crescimento expressivo, indicando uma forte adoção dessas soluções pelo mercado.
O Renera, ao promover internacionalmente os bioinsumos brasileiros, como biofertilizantes, inoculantes, biodefensivos e bioestimulantes, alinha-se diretamente com as metas de biodiversidade da COP17. Esses produtos, de origem natural, oferecem alternativas mais sustentáveis na agricultura, contribuindo para a restauração do solo, a descarbonização e a segurança alimentar. Países como Argentina, Colômbia, Paraguai, Países Baixos e Estados Unidos já figuram como destinos importantes para as exportações brasileiras desses insumos, evidenciando o potencial global do agronegócio sustentável do Brasil. A participação ativa do setor agropecuário brasileiro na COP17, com propostas concretas e soluções inovadoras como o Renera, reafirma o compromisso do país com a agenda ambiental global e seu papel fundamental na construção de um futuro mais sustentável e biodiverso.














