A Aneel aprovou o repasse de R$ 8,66 milhões a geradoras por serviços ancilares prestados ao sistema elétrico em 2025, garantindo estabilidade e segurança energética.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou a remuneração de R$ 8,66 milhões para usinas geradoras que prestam serviços ancilares no país. A decisão abrange 140 registros de pagamento distribuídos por diferentes modalidades operacionais ao longo de 2025.
Essas atividades garantem a segurança, o equilíbrio de frequência e a rápida recomposição do Sistema Interligado Nacional (SIN) em situações adversas. O repasse será quitado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em parcela única por meio do Encargo de Serviços do Sistema (ESS).
A distribuição dos recursos contempla empreendimentos essenciais para a confiabilidade energética do Brasil, tendo grandes grupos do setor elétrico na liderança dos recebimentos.
Principais empresas contempladas na liquidação
O grupo Axia Energia obteve a maior fatia dos recursos, somando aproximadamente R$ 1,2 milhão divididos entre 16 usinas. Em seguida, destacam-se a Engie Brasil Energia, com R$ 1,03 milhão, e a Auren, que receberá R$ 665,8 mil.
Outras geradoras relevantes no cenário nacional também figuram no lote de pagamentos, como a Copel Geração e Transmissão (R$ 533,4 mil), a Rio Paranapanema Energia (R$ 495,7 mil) e a Cemig Geração e Transmissão (R$ 464,4 mil).
A definição dos montantes considera critérios como o desempenho operacional verificado em testes, cláusulas contratuais vigentes e regras de descotização vinculadas à Lei nº 12.783/2013.
“Os pagamentos correspondem a atividades prestadas ao Sistema Interligado Nacional ao longo de 2025, destinadas a contribuir para a estabilidade, a segurança da operação e a recomposição do fornecimento de energia.”
Divisão por categorias de serviços ancilares
A maior parcela da verba foi destinada aos Sistemas Especiais de Proteção (SEP), totalizando cerca de R$ 4 milhões repassados a 55 registros. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), das 25 atuações dessas estruturas no ano, apenas uma foi classificada como acidental.
O serviço de autorrestabelecimento, crucial para reiniciar hidrelétricas após interrupções sem depender de fontes externas de energia, receberá R$ 2,96 milhões distribuídos por 58 usinas. O pagamento integral depende da aprovação contínua nos testes rigorosos coordenados pelo ONS.
Por fim, R$ 1,69 milhão abastecerá 27 instalações responsáveis pelo controle secundário de frequência. Essa tecnologia realiza ajustes automáticos na geração para manter a estabilidade no fluxo elétrico e o intercâmbio de potência entre os subsistemas do país.
O ressarcimento contínuo e rigoroso dos serviços prestados reforça a importância estratégica das usinas hidrelétricas para a resiliência da matriz elétrica nacional.
Com exigências técnicas severas, as avaliações periódicas do ONS garantem que apenas infraestruturas plenamente operacionais e eficientes recebam os recursos financeiros previstos na regulação.














