O Grupo Rima deu mais um passo para fortalecer sua presença no setor de energia eólica ao negociar a ampliação de sua fatia em ativos da Casa dos Ventos no Nordeste brasileiro.
A estratégia de expansão no setor de energia limpa ganhou tração com o aval antitruste para novos negócios no segmento renovável.
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou recentemente a transação que concede ao conglomerado industrial o direito de adquirir uma participação acionária ainda maior na RDVE Subholding, braço de geração renovável gerido pela Casa dos Ventos.
Essa movimentação consolida uma aliança estratégica de longo prazo voltada para a transição energética corporativa.
A estrutura societária engloba a RDVE, holding que administra quatro sociedades de propósito específico encarregadas de operar polos geradores no estado do Rio Grande do Norte, reforçando o compromisso das companhias com a expansão da matriz sustentável do país.
Foco na Autoprodução de Energia
A investida faz parte de um plano corporativo mais amplo para garantir suprimento elétrico estável e sustentável para o setor industrial.
Subsidiárias como a Rima Industrial, a Inonibras Inoculantes e a Ferro Ligas Nipo Brasileiros enxergam na geração renovável uma alternativa viável para blindar suas operações contra a volatilidade de preços.
Como o consumo elétrico representa um custo expressivo na fabricação de ligas metálicas baseadas em silício e magnésio, a geração própria atua como um escudo financeiro.
A parceria reflete uma tendência crescente entre grandes indústrias eletrointensivas brasileiras, que buscam co-investir diretamente em parques de energia eólica e energia solar.
A ampliação da nossa participação em ativos eólicos representa um pilar fundamental para garantir a competitividade industrial por meio do suprimento de eletricidade limpa e previsível para nossas plantas fabris.
Histórico de Parcerias no Setor Renovável
A colaboração entre as empresas não é recente e tem gerado frutos expressivos no mercado livre de eletricidade nos últimos anos.
Em meados de 2024, o órgão antitruste já havia chancelado a entrada do grupo industrial em um bloco de usinas potentes localizadas em solo potiguar, consolidando a sinergia entre as corporações.
Além dos empreendimentos no território norte-rio-grandense, a aliança expandiu-se para outras regiões estratégicas, incluindo acordos para projetos no Ceará e contratos robustos de longo prazo para fornecimento de energia renovável provenientes de complexos gigantescos na região Nordeste.
A consolidação desse modelo de autoprodução demonstra como o mercado de energia sustentável no Brasil evoluiu para além da simples compra e venda de eletricidade.
Ao participarem ativamente do capital de ativos geradores, grandes consumidores industriais garantem previsibilidade tarifária e impulsionam o desenvolvimento de novas praças de transição energética.















