A Aggreko expande sua atuação nos sistemas isolados do Amazonas ao adquirir seis novas usinas termelétricas, elevando sua capacidade instalada e reforçando o fornecimento de energia na região.
O setor de energia descentralizada brasileiro acaba de passar por uma movimentação estratégica importante. A Aggreko finalizou a compra de seis usinas termelétricas que pertenciam à Brasil Bio Fuels (BBF), assumindo o controle total do Consórcio Geração Amazonas (CGA). Com essa transação, a multinacional incorpora 11,4 MW adicionais ao seu parque gerador, alcançando a marca de 32 usinas em operação e uma capacidade instalada total de 149,1 MW em território amazonense.
Esses ativos desempenham um papel vital para o abastecimento elétrico de comunidades distantes, situadas em áreas que não possuem conexão com o SIN (Sistema Interligado Nacional). A logística para manter essas unidades funcionando é complexa, dependendo fundamentalmente de rotas fluviais para o transporte de suprimentos e equipes técnicas até municípios remotos como Envira, Ipixuna e localidades nos arredores de Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant.
Desafios logísticos e inovação tecnológica na Amazônia
Para assegurar a estabilidade no fornecimento elétrico dessas comunidades, a Aggreko aposta em inovação e suporte tecnológico avançado. A gestão das 32 plantas descentralizadas conta com o auxílio da plataforma digital CORE, um sistema que monitora em tempo real o desempenho mecânico dos equipamentos e o consumo de combustíveis. Essa ferramenta diminui a frequência de vistorias presenciais necessárias, otimizando a rotina de aproximadamente 250 colaboradores estruturados na região, com base principal em Manaus.
A relevância dessa expansão foi destacada pela liderança da empresa no país. Marco Contin, diretor-geral da companhia, pontuou:
A consolidação desses ativos reforça o compromisso da Aggreko com a confiabilidade do fornecimento de energia em regiões estratégicas do Brasil. Ao reunir 32 usinas, ampliamos nossa capacidade de aplicar tecnologia, conhecimento operacional e novas soluções energéticas na Amazônia
Transição energética e o futuro dos sistemas isolados
Além da operação térmica tradicional, a empresa já estuda alternativas para modernizar a matriz energética dessas localidades isoladas. Estão em análise projetos voltados para a hibridização das plantas, combinando a geração a óleo com painéis solares e sistemas modernos de armazenamento por baterias. O objetivo dessas futuras iniciativas é otimizar a eficiência e diminuir a queima de combustíveis, sempre respeitando as limitações logísticas da floresta.
A integração de tecnologias limpas representa um passo essencial para o futuro da transição energética em zonas remotas, onde a infraestrutura convencional é inviável. Embora ainda não haja um cronograma oficial ou montantes de investimentos divulgados para a implementação dos sistemas híbridos, a ampliação da escala operacional dá à Aggreko a base necessária para testar e consolidar modelos mais sustentáveis de suprimento elétrico na região norte brasileira.
















