Um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul derrubou seis torres da Taesa, mobilizando equipes para restabelecer a energia até 7 de outubro.
A infraestrutura de energia limpa e transmissão no sul do país enfrentou um duro teste após a passagem de um severo ciclone extratropical. O fenômeno climático extremo provocou estragos significativos em ativos essenciais operados pela Taesa no interior gaúcho.
O impacto atingiu diretamente a linha de transmissão de 230 kV que conecta Livramento 3 a Alegrete 2. Com ventos destrutivos intensificados pelos efeitos do El Niño, o sistema sofreu uma interrupção forçada na madrugada do dia 28 de setembro.
Esforço concentrado na recuperação da linha
A companhia mobilizou mais de 90 especialistas, além de maquinário pesado, para acessar os pontos críticos nos municípios de Alegrete e Santana do Livramento. O terreno encharcado e as estradas danificadas representam grandes barreiras para o avanço dos trabalhos de engenharia.
Para contornar os prejuízos com agilidade, a transmissora adotou estruturas provisórias capazes de devolver a plena capacidade operacional ao sistema. A previsão oficial aponta a normalização total do trecho afetado até o próximo dia 7 de outubro.
A companhia informou que vem reforçando o monitoramento meteorológico e o plano de resposta a contingências diante do aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos severos.
Tratamento regulatório e resiliência futura
Diante da gravidade e do caráter excepcional da tempestade prevista pelo Inmet, a empresa acionou os órgãos reguladores. Um pedido formal foi enviado ao Ministério de Minas e Energia, à Aneel e ao ONS para classificar o episódio como caso fortuito ou força maior.
A medida busca resguardar a concessionária de penalidades financeiras, solicitando isenção na incidência da parcela variável por indisponibilidade. O episódio reforça a urgência de adaptações na transmissão de energia frente à crescente volatilidade climática global.
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