Inteligência artificial transforma a rotina de consultorias energéticas, agilizando simulações complexas e cruzamento de dados para o setor elétrico.
A PSR, renomada empresa de consultoria e desenvolvimento de ferramentas analíticas, está integrando soluções avançadas de inteligência artificial para otimizar suas operações.
A tecnologia tem sido fundamental para diminuir o esforço manual em análises profundas, permitindo que os especialistas examinem uma gama muito maior de hipóteses e cenários no mercado de energia limpa.
As inovações foram detalhadas durante o evento AI Day, onde a companhia demonstrou como comandos em linguagem natural já conseguem interagir diretamente com modelos computacionais complexos.
Enquanto a tecnologia assume tarefas repetitivas e de alto volume operacional, a validação técnica e o rigor analítico continuam sob a supervisão humana.
Agentes inteligentes conectados aos modelos
O grande diferencial da nova abordagem da PSR é o uso de agentes autônomos capazes de interpretar pedidos textuais e executar sequências operacionais sem a necessidade de codificação prévia.
Utilizando o Model Context Protocol (MCP) e interfaces de programação conhecidas como APIs, esses agentes conseguem manipular bases de dados e acionar softwares de simulação com extrema rapidez.
Durante as demonstrações, a ferramenta interagiu com o SDDP — um dos principais sistemas de otimização da operação energética do país — para alterar demandas, realizar rodadas consecutivas e gerar gráficos analíticos automaticamente.
O que antes demandava quase um dia inteiro de trabalho operacional agora pode ser concluído em poucos minutos, elevando a eficiência técnica.
Raphael Sampaio afirmou:
Se ele tiver que fazer 100 rodadas, ele vai fazer 100 rodadas. Mas, no final do dia, a responsabilidade é nossa.
A declaração foi dada por Raphael Sampaio, head de Pesquisa e Desenvolvimento da organização.
Unificação de dados e novos horizontes
Outro pilar tecnológico apresentado é o lake house corporativo, desenvolvido para centralizar informações dispersas de órgãos reguladores e operadores como a Aneel, a CCEE e o ONS.
Ao cruzar registros heterogêneos em uma única interface acessível por linguagem natural, a estrutura simplifica diagnósticos de desempenho, estudos de restrição de escoamento e análises detalhadas de autoprodução para empreendimentos de energia renovável.
A iniciativa marca uma evolução importante na forma como o setor elétrico lida com o volume massivo de informações operacionais.
Com a redução expressiva no tempo de processamento de cenários de transição energética e expansão de fontes limpas, a expectativa é que analistas e reguladores ganhem ainda mais agilidade para planejar o futuro da matriz elétrica nacional.

















