Avanço significativo para o setor de energia solar: fundo imobiliário SNEL11 atinge R$ 1 bilhão em captação para expandir portfólio de usinas de geração distribuída.
O mercado de energias renováveis no Brasil ganha um novo impulso com o sucesso da quinta emissão de cotas do fundo Suno Energias Limpas (SNEL11), administrado pela Suno Asset. A captação superou a marca de R$ 1 bilhão, um marco importante que demonstra a confiança dos investidores no potencial da geração distribuída (GD) solar. Os recursos arrecadados serão estrategicamente direcionados para a aquisição de usinas fotovoltaicas já em operação, com foco em empreendimentos que possuem contratos firmados e um histórico comprovado de geração de energia.
Esta robusta injeção de capital eleva o patrimônio líquido do SNEL11 para perto de R$ 2 bilhões, dobrando o valor anterior à oferta. Combinado com fundos remanescentes de captações anteriores, o montante total permitirá ao fundo adicionar até 250 MWp de capacidade instalada ao seu portfólio. Atualmente, o SNEL11 já gerencia cerca de 150 MWp, e com as aquisições planejadas, sua capacidade total poderá alcançar aproximadamente 400 MWp, consolidando sua posição como um player relevante no setor.
Estratégia focada em ativos operacionais impulsiona o mercado
A escolha da Suno Asset em priorizar a aquisição de usinas já em funcionamento, em detrimento da construção de novos projetos, reflete uma análise estratégica do cenário atual do mercado de geração distribuída. Em um contexto de taxas de juros elevadas e maior custo de endividamento, a compra de ativos operacionais se mostra mais vantajosa do que o desenvolvimento de novos empreendimentos, que demandam tempo, capital e envolvem riscos de execução.
Vitor Lopes Duarte, Diretor de Investimentos da Suno Asset, destaca que essa estratégia permite acelerar a expansão do fundo:
Estamos no caminho para nos tornarmos um dos maiores players de energias limpas do Brasil. Com uma posição de capital robusta e disciplina de retorno consolidada ao longo de cinco emissões, o SNEL11 tem fôlego para acelerar aquisições justamente no momento em que o mercado de geração distribuída mais precisa de consolidação.
A gestora observa que o mercado ainda é pulverizado, com muitas usinas de pequeno e médio porte, e a dificuldade de acesso a crédito pode abrir janelas de oportunidade para aquisições a preços mais atrativos.
O mercado de geração distribuída no Brasil tem apresentado um crescimento expressivo, ultrapassando a marca de 50 GW de potência instalada, conforme dados da ANEEL. A pulverização de ativos, aliada a desafios de financiamento, cria um cenário propício para a consolidação do setor, com fundos e empresas bem capitalizados como o SNEL11 assumindo um papel de destaque. Com mais de 125 mil cotistas, o SNEL11, fundado em dezembro de 2022, continua a buscar oportunidades de aquisição, priorizando ativos com contratos de longo prazo e receita previsível, essenciais para a rentabilidade e sustentabilidade do fundo.
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