Desligamento de térmicas da J&F causa novo apagão no sistema elétrico do Amazonas

Desligamento de térmicas da J&F causa novo apagão no sistema elétrico do Amazonas - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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novo corte de energia no Amazonas após falha em térmicas da J&F

O sistema elétrico amazonense enfrentou mais uma interrupção significativa na noite de quinta-feira, 3 de setembro. O incidente, que ocorreu apenas duas semanas após um corte de 294 MW, desta vez resultou na suspensão de 169,4 MW de carga.

A falha teve origem no desligamento automático da transformação 138/69 kV da subestação João Paulo, além da paralisação das termelétricas Pirarucu e Jaraqui.

O evento iniciou-se pontualmente às 21h27, afetando a rede de 69 kV da Âmbar Energia Amazonas, também sob controle da J&F. Segundo informações preliminares do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a causa exata da ocorrência ainda está sob investigação.

Restauração gradual da energia

A normalização da transformação na subestação João Paulo ocorreu por volta das 23h10. Poucos minutos depois, iniciou-se o processo de restabelecimento das cargas, com a normalização completa alcançada às 23h50.

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A operação das usinas Pirarucu e Jaraqui foi impactada, com seis unidades geradoras sendo desativadas. Destas, quatro da Pirarucu (totalizando 73,2 MW) e duas da Jaraqui (somando 35 MW) deixaram de operar.

A maior parte das unidades geradoras foi reintegrada ao sistema ainda na noite de quinta-feira. No entanto, uma unidade da UTE Pirarucu permanecia sem previsão de retorno até a divulgação do boletim preliminar. A MegaWhat buscou contato com a Âmbar Amazonas Energia para obter um posicionamento oficial.

Um cenário recorrente

Este incidente acende um alerta, pois se trata da segunda interrupção de grande porte em menos de um mês. No dia 20 de agosto, um desligamento em cascata envolvendo subestações e a UTE Tucunaré, também da J&F, causou uma interrupção inicial de 294 MW, seguida por um novo corte de 121 MW durante os procedimentos de recuperação.

Na ocasião, quatro unidades geradoras da UTE Tucunaré foram afetadas. A recorrência desses eventos levanta questionamentos sobre a robustez e a gestão da infraestrutura energética na região, exigindo atenção contínua dos órgãos reguladores e das empresas do setor para garantir a estabilidade do fornecimento de energia no Amazonas.

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