A prevenção de acidentes elétricos exige cautela redobrada, especialmente com sistemas fotovoltaicos e manutenções improvisadas. O especialista Jones Poffo orienta sobre como agir em emergências para garantir a segurança de todos e evitar descargas fatais.
A eletricidade é essencial para o conforto e a produtividade moderna, mas o uso indevido pode transformar o ambiente doméstico ou corporativo em um cenário de alto risco. Queimaduras graves, paradas cardíacas e acidentes fatais são consequências reais de descuidos recorrentes. A falta de conhecimento sobre como a rede elétrica funciona, somada a improvisos em manutenções, coloca em perigo constante quem lida diretamente com instalações de energia.
A segurança no setor de energia elétrica não é apenas uma recomendação, mas uma necessidade vital. Com a crescente adesão à energia solar e a complexidade das instalações atuais, entender os procedimentos corretos de manejo torna-se crucial para evitar tragédias, tanto em residências quanto em grandes indústrias.
Atenção redobrada em sistemas fotovoltaicos
Segundo o engenheiro eletricista e CEO da P3 Engenharia, Jones Poffo, a regra de ouro é nunca subestimar uma instalação, mesmo sob suspeita de falta de luz. “Sempre que houver dúvida, a rede elétrica deve ser considerada energizada, mesmo que aparentemente esteja sem energia. Em períodos de falta de energia ou até em desligamentos programados da concessionária, não é possível saber exatamente quando o fornecimento será restabelecido“, alerta.
Para quem possui energia fotovoltaica, o alerta é ainda mais crítico. O sistema solar não para de produzir eletricidade apenas porque a rede pública foi desligada. É imperativo isolar tanto o lado AC quanto o DC para garantir uma manutenção segura.
Improvisos e riscos no dia a dia
Tentar realizar consertos sem qualificação técnica é um dos principais fatores de acidentes. O uso de ferramentas inadequadas ou a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) coloca a vida do usuário em risco.
“Quando houver necessidade de manutenção, o mais seguro é procurar um profissional qualificado. Equipamentos de proteção, como luvas isolantes, ajudam a reduzir riscos, mas não substituem o conhecimento técnico necessário para esse tipo de serviço“, destaca Jones Poffo.
Além disso, hábitos simples, como evitar o contato de aparelhos com água ou operar equipamentos com mãos e pés molhados, são barreiras fundamentais para prevenir o choque elétrico.
Como agir em situações críticas
Em casos de acidentes envolvendo veículos próximos à rede de alta tensão, como a queda de um poste, a orientação é clara: não saia do carro. O contato do corpo com o solo enquanto se toca na lataria do veículo cria um caminho para a descarga. “Sair do veículo pode fazer com que a pessoa feche um circuito elétrico e sofra uma descarga. O mais seguro é permanecer dentro do carro, sem tocar nas partes metálicas, aguardando o atendimento especializado“, orienta o especialista.
Se presenciar um acidente com eletricidade, a prioridade absoluta é interromper o fluxo de energia antes de tocar na vítima.
“O primeiro passo é interromper a corrente elétrica, preferencialmente desligando o disjuntor. Somente depois de eliminar o risco de energização é que a vítima deve ser tocada. Em seguida, o atendimento de emergência deve ser acionado imediatamente“, reforça Poffo.
Conscientização para um futuro mais seguro
A prevenção continua sendo a melhor estratégia para evitar fatalidades. O respeito às normas técnicas e o investimento em profissionais capacitados para projetos de eficiência energética e instalações elétricas são investimentos que salvam vidas. A médio e longo prazo, a disseminação de informações corretas e o incentivo ao suporte especializado em qualquer intervenção elétrica são os pilares para garantir um ambiente mais seguro, seja em casa, na rua ou no trabalho. Ao identificar qualquer anormalidade ou risco, a orientação é sempre isolar a área e acionar as autoridades competentes imediatamente.






















