ANEEL valida consórcio para potência termelétrica em leilão estratégico.
A segurança energética do Sistema Interligado Nacional (SIN) ganhou um reforço importante com a homologação parcial do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP nº 2/2026) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A decisão, tomada pela diretoria colegiada nesta terça-feira (28), confirma a adjudicação do objeto ao Consórcio EBRASIL/CELNE, uma união entre a Eletricidade do Brasil S.A. e a Centrais Elétricas do Nordeste Ltda. Este representa o primeiro desfecho regulatório de um certame crucial para garantir a estabilidade do fornecimento elétrico.
O consórcio EBRASIL/CELNE foi habilitado para o Produto Potência Termelétrica, com entrega prevista para 2026. A validação ocorreu após a comprovação de que o grupo atende a todos os requisitos jurídicos, técnicos e financeiro-econômicos estipulados no edital, um passo fundamental para assegurar a capacidade de geração necessária.
Parecer favorável impulsionou a decisão
A aprovação pela diretoria da ANEEL seguiu o parecer técnico da Comissão Permanente de Leilões (CPL), que formalizou o cumprimento de todas as exigências editalícias. Este aval atesta a robustez da proposta e a capacidade do consórcio em cumprir com os compromissos assumidos.
Análise segmentada agiliza o processo
Para otimizar o tempo e garantir a celeridade na contratação, a CPL optou por dividir a análise documental das propostas em fases. A primeira etapa, agora concluída, focou nos vencedores do Produto Potência Termelétrica 2026, resultando na confirmação do Consórcio EBRASIL/CELNE. A segunda fase, ainda em andamento, abrange a avaliação das demais empresas que tiveram empreendimentos selecionados em outros produtos do leilão. A expectativa é que os resultados pendentes sejam analisados nas próximas reuniões da diretoria.
Potência: Um pilar essencial em meio à expansão das renováveis
O Leilão de Reserva de Capacidade, diferente dos leilões tradicionais de energia, foca na remuneração da disponibilidade de potência. Sua importância reside em garantir a capacidade de geração necessária para atender aos picos de demanda, suprir eventuais restrições operacionais ou mitigar os efeitos de cenários hidrológicos desfavoráveis. Em um cenário de rápida expansão das fontes renováveis intermitentes, como a solar e a eólica, a garantia de potência firme e flexível torna-se um componente vital para o equilíbrio do setor elétrico brasileiro, atuando como suporte indispensável para a operação centralizada do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).






















