Brasil e Coreia do Sul unem forças para modernizar redes elétricas e fortalecer minerais estratégicos.
Em um movimento que sinaliza um futuro mais sustentável e tecnologicamente avançado, o Brasil e a República da Coreia do Sul formalizaram acordos de cooperação de grande alcance. As assinaturas, ocorridas no Palácio da Alvorada na última segunda-feira (27), com a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung, marcam um novo capítulo na relação bilateral, com foco em dois pilares essenciais: a modernização da infraestrutura energética e o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos.
Os pactos, que sucedem discussões diplomáticas anteriores, visam impulsionar o setor elétrico brasileiro através da expansão de energias renováveis, otimização da eficiência energética e a implementação de redes inteligentes (smart grids). O memorando de entendimento, válido por cinco anos e com renovação automática, também contempla o fomento à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e o intercâmbio de conhecimentos e especialistas entre as nações.
Essa colaboração estratégica não se limita apenas à infraestrutura física. Há um forte componente voltado para a convergência regulatória e de mercado, essencial para acompanhar a evolução digital e a descentralização do Sistema Interligado Nacional (SIN). O Ministério de Minas e Energia (MME) ressalta que essa iniciativa conjunta incentivará a troca de informações técnicas e científicas, a implementação de projetos-piloto e a participação coordenada em fóruns internacionais.
Além do avanço tecnológico nas redes, um acordo específico foi firmado para agregar valor aos minerais estratégicos indispensáveis para a transição energética e digital. Minerais como lítio, terras raras, níquel e grafita, cruciais para a fabricação de baterias, veículos elétricos e componentes eletrônicos, serão foco de investimentos. O objetivo é que as etapas de processamento e refino ocorram no Brasil, próximo às fontes de extração, promovendo a soberania nacional e a transferência de tecnologia.
A parceria com a Coreia do Sul, potência reconhecida mundialmente em tecnologia e indústria, posiciona o Brasil de forma estratégica para se tornar um centro regional na cadeia global de suprimentos sustentáveis, impulsionando a inovação e a competitividade.























