A Gerdau está prestes a concluir a aquisição total da hidrelétrica Dona Francisca, avançando em sua meta estratégica de elevar a autoprodução de energia renovável para suas plantas industriais.
A gigante siderúrgica obteve um importante sinal verde do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para comprar a fatia remanescente da Copel na Dona Francisca Energética (Dfesa). Com esse passo, a companhia se aproxima do controle absoluto da usina de 125 MW, situada no Rio Grande do Sul.
Embora o aval do órgão antitruste represente um marco decisivo, o negócio ainda depende do crivo final da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Os valores financeiros da transação permanecem sob sigilo entre as partes envolvidas.
Estratégia de Sustentabilidade
A consolidação da Dfesa sob o guarda-chuva da Gerdau reflete um movimento amplo de descarbonização e busca por eficiência operacional. A siderúrgica quer elevar a fatia de energia renovável em sua matriz de consumo para patamares superiores a 50%.
“A compradora pretende se beneficiar da produção energética da Dfesa para autoconsumo e continuar atingindo os objetivos de maior competitividade, com vistas a se tornar uma empresa ainda mais sustentável no longo prazo”, destacou a empresa em documentos apresentados aos reguladores.
Consolidação de Ativos
A operação marca o fim de um processo de aquisição iniciado nos meses anteriores. Após garantir a fatia de 23,03% que pertencia à Celesc em abril — avaliada com base em um valor de firma (*enterprise value*) de R$ 150 milhões — a Gerdau agora encerra as negociações com a estatal paranaense.
Para a Copel, a saída da usina do Rio Jacuí segue um plano de otimização de portfólio. A empresa busca alienar ativos considerados não estratégicos, simplificando sua estrutura societária e gerando liquidez para novos investimentos com maior retorno financeiro.
Quando o controle total for efetivado, a Gerdau adicionará 30,4 MW médios à sua capacidade de autoprodução. A usina Dona Francisca, inaugurada em 1998 entre os municípios de Agudo e Nova Palma, passará a fornecer a totalidade de seus 65,94 MW médios de energia assegurada exclusivamente para as operações da siderúrgica.




















