O plano será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras
O plano será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras
Por Lucas Pordeus León – DF
Após um novo aumento nas tarifas dos Estados Unidos (EUA) sobre parte das exportações brasileiras, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou um plano de R$ 130 milhões.
Este plano será lançado em agosto com o objetivo de diversificar as vendas do Brasil no exterior e mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos EUA.
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A ApexBrasil, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), informou que o plano contará com a colaboração de 57 setores econômicos do Brasil, abrangendo diversas áreas e representando um total de 2,4 mil empresas exportadoras.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, explicou em entrevista coletiva que o foco agora será na diversificação, com um “novo olhar sobre novas oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional”, em vez de apenas expandir para mercados já existentes.
Müller destacou que as prioridades para a expansão são o mercado da União Europeia, especialmente devido ao recente acordo com o Mercosul, e os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, que apresentam altas taxas de crescimento.
Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também foram identificados como potenciais novos mercados para as empresas brasileiras impactadas pelas tarifas dos EUA.
Ele ressaltou que esses países asiáticos são mercados de alto crescimento e desenvolvimento, com populações jovens, que demandam produtos brasileiros e buscam ativamente o Brasil para parcerias em investimento, com taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 7% a 8%.
Tarifaço de Trump
Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, alegando supostas práticas comerciais “desleais” por parte do Brasil.
O governo brasileiro refuta essas justificativas, argumentando que a medida tem motivações políticas e que os EUA exigiam a abertura total dos mercados brasileiros sem oferecer contrapartidas. As novas tarifas entraram em vigor a partir de 22 de julho.
Os produtos afetados pelas tarifas anunciadas na quarta-feira representaram US$ 7,2 bilhões em exportações para os EUA no ano anterior. O valor total das exportações brasileiras para os EUA em 2025 foi de US$ 38 bilhões, de acordo com dados da ApexBrasil.
Durante as negociações, a lista de produtos isentos de tarifas foi ampliada de 615 para 699 itens, elevando o valor total isento de US$ 20,6 bilhões para US$ 22,8 bilhões das exportações, considerando os dados de 2025.
O presidente da ApexBrasil informou que, no primeiro semestre do ano, houve uma redução de aproximadamente US$ 2,6 bilhões nas exportações para os EUA, como consequência das tarifas aplicadas anteriormente.
Visão Geral
A ApexBrasil lançará um plano de R$ 130 milhões em agosto para diversificar as exportações brasileiras e reduzir o impacto das tarifas impostas pelos EUA. A iniciativa contará com a parceria de 57 setores econômicos e 2,4 mil empresas exportadoras. Os mercados prioritários para a diversificação incluem a União Europeia e países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), além de nações da Ásia Central. O USTR americano impôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais, o que o Brasil contesta como politicamente motivado. As tarifas afetaram US$ 7,2 bilhões em exportações no ano anterior, embora uma lista de produtos isentos tenha sido expandida. O primeiro semestre do ano já registrou uma queda de US$ 2,6 bilhões nas exportações para os EUA devido a tarifas anteriores.






















