A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou um novo bloco de projetos de energia limpa para operação no país, com destaque para a expansão do complexo eólico Cajuína, da Auren Energia.
O setor de geração renovável no Brasil registrou um importante avanço nesta semana. Conforme despachos publicados no Diário Oficial da União da última terça-feira, 7 de julho, a Aneel concedeu sinal verde para que empreendimentos eólicos e hídricos iniciem suas atividades, totalizando 146,1 MW de potência instalada que passam a integrar a matriz elétrica nacional.
O movimento mais expressivo foi protagonizado pela Auren Energia. A companhia obteve a permissão regulatória para colocar em fase de testes 112,1 MW de capacidade no complexo Cajuína, localizado no Rio Grande do Norte. O projeto reforça a presença estratégica da empresa na região Nordeste, um dos principais polos de produção de energia eólica do país.
Detalhes das liberações operacionais
No complexo Cajuína, a autorização contempla diferentes unidades geradoras que ampliam a oferta de eletricidade. O detalhamento da Aneel inclui 47,2 MW provenientes da eólica Cajuína C21 (unidades UG1 a UG8), 59 MW referentes à Cajuína C23 (UG1 a UG10) e uma contribuição adicional de 5,9 MW pela Cajuína C22.
Paralelamente, a Casa dos Ventos também teve êxito em suas demandas regulatórias. O parque eólico Ventos de Santa Luzia 17, na Paraíba, recebeu o aval para iniciar testes em 27 MW de sua capacidade. A liberação contempla um conjunto de unidades que vão da UG11 até a UG16.
“A entrada de novos megawatts em fase de testes é um passo fundamental para garantir a estabilidade do sistema e assegurar que os ativos cumpram todos os requisitos técnicos antes de sua plena integração ao Sistema Interligado Nacional.”
PCH amplia capacidade instalada
Além da força dos ventos, o segmento de pequenas centrais hidrelétricas também apresentou resultados positivos. A PCH São João II, situada no município de Prudentópolis, no Paraná, recebeu autorização para iniciar a operação comercial.
Com a ativação das unidades geradoras UG1 a UG3, a central passa a somar 7 MW de potência ao sistema paranaense. Este conjunto de autorizações reflete o dinamismo do mercado brasileiro, que segue em ritmo acelerado para expandir sua capacidade de geração de energia sustentável e diversificar sua matriz energética.























