A atividade econômica brasileira apresentou uma notável perda de tração em junho, marcando um período de desaceleração. Este cenário foi principalmente influenciado pelos juros elevados, que dificultam o acesso ao crédito e encarecem o consumo, e pelo esgotamento dos estímulos fiscais que impulsionaram a economia no início do ano. Um novo relatório, elaborado pelo índice econômico da Getnet em parceria com o Santander, revelou um recuo generalizado, afetando tanto o setor de serviços quanto o comércio varejista. Esses dados indicam um arrefecimento econômico significativo durante o segundo trimestre, sugerindo um ritmo mais lento para a economia como um todo. O setor de serviços, em particular, foi um dos principais pontos de atenção negativa, com seu indicador registrando uma queda acentuada.
A atividade econômica brasileira apresentou uma notável perda de tração em junho, marcando um período de desaceleração. Este cenário foi principalmente influenciado pelos juros elevados, que dificultam o acesso ao crédito e encarecem o consumo, e pelo esgotamento dos estímulos fiscais que impulsionaram a economia no início do ano. Um novo relatório, elaborado pelo índice econômico da Getnet em parceria com o Santander, revelou um recuo generalizado, afetando tanto o setor de serviços quanto o comércio varejista. Esses dados indicam um arrefecimento econômico significativo durante o segundo trimestre, sugerindo um ritmo mais lento para a economia como um todo. O setor de serviços, em particular, foi um dos principais pontos de atenção negativa, com seu indicador registrando uma queda acentuada.
Setor de Serviços
O setor de serviços emergiu como o principal fator negativo neste cenário econômico. O indicador IGet Serviços registrou uma queda expressiva de 5,9% na comparação mensal, alcançando seu nível mais baixo desde março de 2022. Essa retração foi fortemente impulsionada pelo segmento de alojamento e alimentação, que contraiu 6,5%, refletindo uma menor movimentação e consumo nessas áreas.
Comércio Varejista
No varejo, o cenário também foi de retração. O indicador ampliado do comércio varejista recuou 1,4%, com quedas significativas observadas em setores que dependem mais diretamente do crédito e da renda das famílias. Exemplos notáveis incluem combustíveis, com uma contração de 4,9%; vestuário, que caiu 4,6%; e móveis e eletrodomésticos, com uma redução de 4,4%. Isso demonstra como a menor disponibilidade de crédito e a contenção de gastos impactaram diretamente o poder de compra e as escolhas dos consumidores.
Análise Econômica
Segundo a análise de Henrique Danyi, economista do Santander, o impacto positivo de eventos pontuais, como a Copa do Mundo, que poderiam ter estimulado o consumo em bares, restaurantes e supermercados, foi limitado. O consumo agregado acabou sendo sufocado pela política monetária contracionista — ou seja, os juros altos — e por uma desaceleração na demanda das famílias, que passaram a gastar menos. Essa combinação de fatores consolida a projeção de um ritmo mais lento para a economia, indicando que as medidas de contenção da inflação e a cautela dos consumidores estão surtindo efeito no nível de atividade.
Visão Geral
Em suma, o mês de junho foi marcado por uma ampla desaceleração da atividade econômica no Brasil. Tanto o setor de serviços, com quedas notáveis em alojamento e alimentação, quanto o comércio varejista, especialmente em segmentos sensíveis ao crédito, registraram recuos. Esse enfraquecimento é atribuído aos juros elevados, ao fim dos estímulos fiscais e a uma demanda familiar mais contida. A expectativa é de um ritmo econômico mais lento, refletindo a eficácia da política monetária e a prudência dos consumidores.
Créditos: Misto Brasil



















