O Esporte Clube Bahia conquistou o certificado internacional Bahia, atestando que toda a energia consumida em seu centro de treinamento provém de fontes 100% renováveis e rastreáveis.
O Esporte Clube Bahia reforçou seu compromisso com a agenda ambiental ao obter a certificação I-REC (*International Renewable Energy Certificate*). O reconhecimento oficial valida que a eletricidade utilizada no CT Evaristo de Macedo, em Dias d’Ávila, é inteiramente proveniente de fontes limpas, consolidando o clube como um dos protagonistas na transição energética do futebol nacional.
A conquista é fruto de um contrato estratégico firmado em 2024 com a Neoenergia. Ao migrar para o Mercado Livre de Energia, o time baiano não apenas garantiu o uso de fontes renováveis, mas também estabeleceu uma meta de eficiência operacional que projeta uma economia superior a R$ 2,2 milhões ao longo de cinco anos.
Impacto ambiental e descarbonização
Entre abril e dezembro de 2025, o impacto da transição foi expressivo. O clube conseguiu evitar a emissão de 37,3 toneladas de CO₂ na atmosfera. Para ilustrar o ganho ambiental, essa redução de gases poluentes equivale ao impacto positivo que o plantio de 227 árvores proporcionaria. A auditoria e emissão do documento ficaram sob a responsabilidade do Instituto Totum, entidade certificadora de referência no território brasileiro.
O futebol brasileiro na rota das energias renováveis
O pioneirismo do Bahia reflete uma tendência crescente entre as grandes agremiações do país, que veem na sustentabilidade uma forma de modernizar a gestão esportiva. Outros clubes de elite também têm buscado alternativas para reduzir seu rastro de carbono através de fontes de energia renováveis:
* Sport Recife: Recentemente, o clube selou parceria com a Neoenergia para abastecer sua sede e complexos esportivos com energia certificada pelo padrão I-REC.
* Atlético Mineiro: A Arena MRV, em Belo Horizonte, segue como um modelo de gestão sustentável. Em 2025, o estádio renovou sua certificação junto à Cemig, após comprovar que a eletricidade consumida durante todo o ano anterior foi 100% limpa, deixando de emitir 190 toneladas de CO₂.
Essa migração para o Mercado Livre de Energia, aliada a políticas de gestão de resíduos e uso eficiente de recursos naturais, coloca os estádios e centros de treinamento brasileiros em um patamar de referência internacional. Com essas medidas, o futebol deixa de ser apenas um espetáculo esportivo para se tornar um agente ativo no combate às mudanças climáticas, pavimentando o caminho para um esporte mais alinhado aos princípios ESG (*Environmental, Social and Governance*).
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