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O uso estratégico de baterias em usinas de distribuida/” title=”geração distribuída”>geração distribuída permite otimizar o retorno financeiro, transformando a gestão de créditos energéticos em um diferencial de alta rentabilidade.
A incorporação de tecnologias de armazenamento de energia em projetos de geração distribuída (GD) tem se revelado um divisor de águas para consumidores conectados ao subgrupo A4. Um levantamento recente conduzido pela TR Soluções aponta que essa integração pode elevar em mais de 60% o aproveitamento dos créditos de energia solar, potencializando significativamente o retorno sobre o investimento em usinas remotas.
Otimização do Fator de Ajuste Energético
O mecanismo por trás desse ganho de eficiência reside na gestão inteligente do fluxo de potência, especialmente para unidades que operam sob a Tarifa Branca. Ao estocar a energia solar produzida durante o dia — período de tarifas mais acessíveis — e injetá-la na rede durante o início da noite, o usuário consegue converter sua produção em créditos mais valorizados.
Na prática, a pesquisa indica que a cada 1 kWh armazenado e devolvido à rede no horário de pico, é possível abater até 1,61 kWh do consumo realizado em horários fora de ponta. Essa paridade favorável ao prosumidor altera drasticamente a viabilidade econômica do projeto, fazendo com que o sistema de baterias deixe de ser um item de custo acessório para se tornar o pilar central da rentabilidade.
Benefícios para o Sistema Interligado Nacional
Além da vantagem financeira direta ao proprietário da usina, a estratégia possui um viés sistêmico. De acordo com Helder Sousa, diretor de Regulação da TR Soluções e um dos responsáveis pelo estudo, essa manobra de deslocamento de carga auxilia diretamente o SIN (Sistema Interligado Nacional):
“Com o armazenamento da energia ao longo do dia e seu fornecimento à rede no horário de ponta, a lógica de mercado se inverte a favor do consumidor vinculado à usina”, afirma Helder Sousa.
Ao injetar energia exatamente quando a demanda nacional atinge seu ápice, a iniciativa contribui para o alívio das redes de distribuição e transmissão. Esse comportamento de “resposta da demanda” ajuda a mitigar os efeitos da conhecida “curva do pato” e reduz a necessidade de acionamento de fontes de reserva, consolidando o armazenamento de energia como uma tecnologia fundamental para a resiliência do setor elétrico brasileiro.






















