A alta do dólar reflete uma mudança de expectativas acerca da trajetória da política monetária americana
A alta do dólar reflete uma mudança de expectativas acerca da trajetória da política monetária americana
Por Misto Brasil – DF
A cotação do dólar em relação ao real encerrou a sessão de quinta-feira (18) com uma alta de 1,26%, atingindo R$ 5,17. Esse movimento acompanhou a tendência global de valorização da moeda americana após a divulgação de decisões de política monetária (“superquarta”).
A possibilidade de aumento da taxa de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve impulsionou a compra do dólar, em detrimento de moedas de mercados emergentes, como o real brasileiro.
Segundo Leonardo Santana, sócio da casa de análise Top Gain, a valorização do dólar reflete uma mudança nas expectativas sobre a direção da política monetária nos EUA. Ele apontou que, embora a comunicação de um membro do Federal Reserve (Walsh) tenha sido menos detalhada que a de seus antecessores, a percepção geral é de que aumentos na taxa de juros ainda são uma possibilidade concreta para este ano.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a sessão de quinta-feira (18) próximo da estabilidade, com uma leve queda de 0,07%, aos 168.328 pontos. O mercado permaneceu em um movimento lateral enquanto os investidores processavam as decisões sobre juros divulgadas pelo Banco Central do Brasil e pelo Federal Reserve na véspera. O desempenho do Ibovespa divergiu dos seus pares americanos, que registraram ganhos na mesma sessão.
Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, destacou que o mercado interpretou o corte da Selic (taxa básica de juros brasileira) como acompanhado de uma sinalização de cautela para o futuro. Ele mencionou que o Banco Central ressaltou a resiliência da atividade econômica, a inflação ainda elevada e um cenário externo de maior incerteza, fatores que limitam a clareza sobre os próximos passos da política monetária.
Os preços do petróleo encerraram o pregão de quinta-feira (18) sem uma direção definida, em meio à observação do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, após a formalização de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã. O valor do barril chegou a oscilar durante o dia e recuperou parte das perdas perto do fechamento.
O contrato do petróleo WTI (West Texas Intermediate) para agosto, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), registrou uma queda de 0,21% (US$ 0,16), encerrando a US$ 75,85 por barril. Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 0,38% (US$ 0,30), finalizando o dia a US$ 79,85 por barril.
Visão Geral
A alta do dólar em relação ao real, que atingiu 1,26% e fechou a R$ 5,17 na quinta-feira (18), foi influenciada pelo fortalecimento global da moeda americana após a “superquarta”. Essa valorização foi impulsionada pela expectativa de possíveis aumentos na taxa de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve, o que tornou o dólar mais atraente em comparação com moedas de mercados emergentes. Analistas apontam para uma mudança nas expectativas sobre a política monetária americana, com a possibilidade de novos aumentos de juros sendo considerada concreta. No Brasil, o Ibovespa operou próximo da estabilidade, com leve queda de 0,07%, refletindo a assimilação das decisões de juros locais e internacionais. O mercado brasileiro também reage à sinalização de cautela do Banco Central, devido à resiliência econômica, inflação e incertezas externas. No mercado de petróleo, os preços fecharam sem uma tendência clara, em meio ao monitoramento do Estreito de Ormuz e após um acordo entre EUA e Irã, com o WTI em queda e o Brent em alta.
Créditos: Misto Brasil





















