A Aneel movimentou o setor de energia renovável ao emitir novas autorizações para a operação comercial de PCHs e liberar testes em empreendimentos solares de grande porte.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) oficializou, entre os dias 17 e 18 de junho, uma nova rodada de liberações que impulsiona a capacidade instalada do país. As decisões, publicadas no Diário Oficial da União, abrangem projetos hídricos e solares estratégicos para o fortalecimento da matriz energética nacional.
Entre os principais destaques, estão duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) que ganharam aval para iniciar o fornecimento de energia ao mercado. No Mato Grosso, a PCH Braço Sul, em Guarantã do Norte, obteve permissão para operar comercialmente suas três primeiras unidades geradoras, totalizando 9,5 MW. Já em Rondônia, a PCH Saldanha, situada em Alta Floresta d’Oeste, recebeu sinal verde para ativar suas duas unidades geradoras, acrescentando 5,28 MW ao sistema.
Avanços na geração solar e eólica
No segmento solar, a gigante Casa dos Ventos avançou com seu cronograma ao obter autorização para realizar testes operacionais em 50 MW da UFV Fótons de São Paulino 01, em Campo Grande (MS). O projeto é uma peça fundamental do complexo Rio Brilhante, que, com capacidade projetada de 491 MW, tem conclusão prevista para setembro de 2026. Além disso, pequenas usinas solares no Espírito Santo, localizadas em Venda Nova do Imigrante e Marataiz, também foram liberadas para seus testes iniciais.
A regulação do setor também seguiu aquecida com o registro de requerimentos de outorga (DRO) para projetos eólicos que somam 856 MW. “Os DROs são passos fundamentais, pois permitem que as empresas iniciem as tratativas junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e avancem nos licenciamentos necessários para tirar os parques do papel”, explicam especialistas do setor.
Cenário de expansão
Os novos pedidos contemplam empreendimentos expressivos, como o parque eólico da Renobrax Fronteira Energias Renováveis, no Rio Grande do Sul, com 256 MW, e a usina da CER Energia, na Bahia, com projeto de 600 MW.
O ritmo de solicitações em 2026 reforça o apetite do mercado pelo segmento de energia limpa fora do ambiente regulado. Até o momento, a Aneel contabilizou 80 novos pedidos de outorga, totalizando mais de 4,6 GW. A energia solar permanece como protagonista desse movimento, sendo responsável pela maior parte das solicitações, seguida de perto por empreendimentos eólicos, consolidando o Brasil como um destino prioritário para investimentos em sustentabilidade energética.




















