A Engie Brasil Energia consolidou o controle da UHE Santo Antônio do Jari. A mudança, aprovada pela ANEEL, garante a operação da usina até 2045.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) oficializou, durante o 9º Circuito Deliberativo de 2026, a transferência da titularidade da UHE Santo Antônio do Jari. Com a decisão, a Engie Brasil Energia S.A. assume integralmente os direitos de exploração da usina, que anteriormente pertenciam à Companhia Energética do Jari S.A. (CEJA).
Esta movimentação estratégica é resultado de uma reorganização societária interna, na qual a Engie incorporou a CEJA em sua totalidade. A usina, situada na fronteira entre os estados do Amapá e Pará, torna-se agora um ativo detido diretamente pela companhia, consolidando a sucessão de todos os direitos e deveres contratuais.
Segurança Jurídica e Continuidade
O processo foi conduzido em estrita conformidade com o contrato de concessão original, contando com a validação da ANEEL por meio de uma Resolução Autorizativa e do Sexto Termo Aditivo. Essa formalização assegura a continuidade operacional do ativo, mantendo a vigência da outorga até 29 de outubro de 2045.
O movimento reflete o compromisso da gigante do setor com a solidez de seu portfólio. Ao simplificar a estrutura societária, a Engie busca maior eficiência na gestão de seus recursos e reforça seu papel central no mercado de geração de energia limpa.
“A consolidação do ativo sob o balanço direto da Engie Brasil Energia simplifica a governança, otimiza sinergias operacionais no segmento de geração hidrelétrica e fortalece a estratégia de manter um portfólio robusto nos ambientes de contratação regulada e livre.”
Histórico de Consolidação
A trajetória desta usina exemplifica as transformações no setor elétrico brasileiro ao longo das últimas duas décadas. Desde a assinatura do contrato em 2002, o projeto passou por diversas reconfigurações societárias. Entre elas, destaca-se a alienação de participações minoritárias em 2008, a consolidação total pelo grupo em 2012 e a migração para a CEJA em 2020.
Com a conclusão deste ciclo, a Engie não apenas garante a estabilidade de um ativo estratégico para seu balanço financeiro, mas também sinaliza aos investidores uma visão de longo prazo. A integração reforça o posicionamento da empresa como um player chave na transição energética, focada em ativos de geração de base e sustentável pelos próximos vinte anos.






















