Itaipu impulsiona universidades com R$ 102 milhões em energia solar e pesquisa.
A Itaipu Binacional deu um passo significativo em direção à sustentabilidade e ao avanço científico ao destinar R$ 102 milhões para a instalação de sistemas de micro e minigeração distribuída (MMGD) em 15 instituições de ensino superior e técnico no Paraná e Mato Grosso do Sul. A iniciativa, que abrange 91 campi, visa não apenas reduzir drasticamente os custos com energia elétrica nas universidades públicas, mas também fortalecer a infraestrutura de pesquisa para a transição energética.
Com este investimento, espera-se uma economia anual de cerca de R$ 10 milhões nas contas de luz das instituições, liberando recursos que poderão ser redirecionados para ensino, pesquisa e extensão. O projeto prevê a instalação de 16,5 megawatts (MW) em painéis fotovoltaicos, o equivalente a uma área de aproximadamente oito campos de futebol.
O aporte financeiro será dividido em frentes estratégicas: R$ 53,8 milhões serão aplicados diretamente na aquisição e instalação dos sistemas de geração solar, R$ 22,8 milhões custearão a adequação de subestações e da infraestrutura elétrica interna, e R$ 25,3 milhões serão destinados à aquisição de equipamentos de ponta para 39 laboratórios universitários.
O impacto se estenderá por 39 municípios paranaenses, que receberão R$ 82 milhões, e oito cidades sul-mato-grossenses, contempladas com R$ 20 milhões. Desse montante, R$ 63,5 milhões irão para universidades federais e R$ 38,5 milhões para instituições estaduais e municipais. A gestão e intermediação financeira ficarão a cargo da Caixa Econômica Federal.
“Esse projeto tem um efeito gigantesco nas universidades. É geração de energia limpa e barata que vai permitir uma sobra de recursos que pode ser diretamente aplicada no ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. A redução nas despesas com energia elétrica é vista como crucial para a permanência estudantil e o avanço da pesquisa científica, conforme ressaltou o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto.
Além do benefício econômico imediato, 25% do capital foram reservados para a modernização de laboratórios. O objetivo é impulsionar estudos sobre os desafios da transição energética, como a intermitência das energias renováveis e o desenvolvimento de sistemas de armazenamento de energia (BESS). O diretor de Coordenação da Binacional, Carlos Carboni, destacou o potencial do Paraná em se tornar um polo de pesquisa em armazenamento de energia.
A iniciativa reforça a atuação da Itaipu Binacional como motor de desenvolvimento socioeconômico e tecnológico, consolidando um modelo de transição energética sustentável e integrando o setor elétrico com a academia.























