Em meio ao agravamento da crise dos combustíveis fósseis, o evento em Santa Marta representa uma oportunidade crucial para acelerar a implementação de acordos globais por uma transição energética justa.
O clima da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer outro momento da história já documentado. Carvão, petróleo e gás seguem como os principais responsáveis pela crise climática – impulsionando o aumento das emissões de gases de efeito estufa, agravando os riscos climáticos e ampliando os impactos sobre as pessoas e a natureza.
As decisões que governos e empresas tomarem nesta década serão decisivas para determinar se um futuro habitável ainda estará ao nosso alcance. O WWF celebra a Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, um sinal claro de que a urgência dessa mudança não pode ser ignorada.
O papel da Conferência de Santa Marta
Em meio ao agravamento da crise de energia, a Conferência de Santa Marta surge como uma oportunidade crítica. O evento foi impulsionado por uma coalizão independente, incluindo Colômbia e Países Baixos, focada na implementação do acordo da COP28. A conferência funciona como um espaço político complementar, acelerando a ambição do consenso multilateral.
O WWF espera que o evento contribua significativamente para o Mapa do Caminho da Presidência da COP30, consolidando sinais políticos fortes que demonstrem liderança entre governos comprometidos com o combate à mudança do clima e metas de descarbonização baseadas na ciência.
“Os combustíveis fósseis são o fósforo que continuamos a acender em um mundo já em chamas, liberando gases que retêm calor e transformam os extremos de hoje no novo normal de amanhã. Mudar a dependência mundial de combustíveis fósseis não é um problema lento com uma solução lenta: precisamos de uma mudança rápida e global para energia renovável, redes mais inteligentes e eficiência, para que as emissões caiam rapidamente e permaneçam baixas.”
Pilares e compromissos para o futuro
A conferência estruturou-se em três pilares: superar a dependência econômica dos combustíveis fósseis, transformar a oferta e demanda de energia e avançar a cooperação internacional. O WWF defende a interrupção da expansão de novos projetos fósseis, a eliminação de subsídios e a garantia de uma transição justa. Segundo especialistas, a liderança na transição deve abordar a oferta e a demanda de forma equitativa.
Espera-se que o relatório final apresente caminhos robustos de implementação, servindo como base para as futuras discussões climáticas globais, reforçando que essa não é apenas uma agenda ambiental, mas uma necessidade econômica estratégica.
O cenário brasileiro e a liderança climática
O Brasil possui condições técnicas e econômicas para liderar uma transição planejada. O desafio agora é transformar compromissos globais em ações concretas, definindo um Mapa do Caminho com prazos consistentes. Para o WWF-Brasil, o país deve alinhar sua política energética ao movimento internacional, reduzindo a exposição a crises globais.
A articulação entre trilhas formais da UNFCCC e iniciativas políticas informais, como as discutidas em Santa Marta, é essencial para gerar o impulso político necessário. O objetivo final é atravessar a turbulenta política internacional, entregando resultados competitivos e sustentáveis que beneficiem a cidadania e garantam um futuro mais seguro.






















