O mercado varejista apresentou resultados divergentes no mês de março, destacando-se pelo fortalecimento de itens essenciais e pela retração em setores de maior valor agregado, conforme dados da pesquisa realizada pelo Ibevar em parceria com a FIA Business School.
O mercado varejista apresentou resultados divergentes no mês de março, destacando-se pelo fortalecimento de itens essenciais e pela retração em setores de maior valor agregado, conforme dados da pesquisa realizada pelo Ibevar em parceria com a FIA Business School.
Desempenho dos indicadores de varejo
O Varejo Restrito demonstrou estabilidade, com um leve crescimento mensal de 0,06%, além de uma alta de 1,11% em relação a abril de 2025 e um acúmulo positivo de 1,21% nos últimos 12 meses. Por outro lado, o Varejo Ampliado seguiu um caminho oposto: a projeção indica queda de 1,39% na comparação mensal e um recuo de 2,35% no comparativo anual, fechando o período com uma variação acumulada negativa de 0,61%. Esse cenário reflete um consumo mais cauteloso por parte das famílias, que têm evitado gastos com produtos de maior valor.
O papel dos setores essenciais
Mesmo diante das dificuldades econômicas, o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos mantém um desempenho sólido. Embora tenha registrado uma pequena queda mensal de 0,67%, o setor apresenta um crescimento expressivo de 3,21% na comparação anual e uma alta acumulada de 4,90% em 12 meses. Segundo o especialista Claudio Felisoni, o varejo restrito demonstra resiliência graças justamente a esses segmentos de necessidade imediata.
O comportamento do varejo alimentar
O desempenho do varejo alimentar, monitorado pelo Radar Scanntech, também trouxe pontos de atenção. No primeiro trimestre, houve um crescimento nominal de 1,4% no faturamento, porém, houve uma retração real nas vendas. Na prática, esse resultado ficou abaixo da inflação do período, sendo mantido apenas pelo reajuste nos preços médios (+3,6%), já que o volume de unidades vendidas caiu 2,1%. Março foi considerado o mês mais fraco do trimestre, impactado pela estabilidade no faturamento e pela queda nas vendas de bebidas.
Visão Geral
Em resumo, o cenário varejista revela um contraste claro: enquanto o consumidor prioriza itens indispensáveis, como os da área farmacêutica, a demanda por bens de consumo duráveis ou de maior valor sofre com a instabilidade econômica. A projeção indica queda de 1,39% no varejo ampliado, reforçando a necessidade de cautela por parte do setor comercial diante de um consumidor que busca, acima de tudo, equilíbrio financeiro.
Créditos: Misto Brasil






















