A energia solar no Brasil atinge 2 milhões de empregos e R$ 296,1 bilhões em investimentos desde 2012, apesar de uma recente desaceleração.
Conteúdo
- Cenário Atual da Energia Solar no Brasil
- Desafios Enfrentados pelo Setor Fotovoltaico
- Impacto Econômico e Arrecadação da Energia Solar
- Perfil dos Empregos na Energia Solar
- Brasil e Empregos em Energias Renováveis
- Visão Geral
Cenário Atual da Energia Solar no Brasil
O setor de energia solar no Brasil alcançou a impressionante marca de 2 milhões de empregos acumulados desde 2012, conforme levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Durante este período, o mercado atraiu mais de R$ 296,1 bilhões em investimentos. Contudo, este marco significativo ocorre em um contexto de desaceleração dos projetos no país, afetando tanto as grandes usinas quanto os sistemas de geração própria de pequeno porte. Em 2025, houve uma retração de 25,6% na potência adicionada, registrando 11,6 gigawatts (GW) em comparação com os 15,6 GW do ano anterior. Essa queda impactou diretamente a criação de empregos, que diminuiu de 469,8 mil em 2024 para 349,1 mil no último ano, evidenciando um desafio no crescimento contínuo.
Desafios Enfrentados pelo Setor Fotovoltaico
Entre as principais razões para a desaceleração do mercado de energia solar, destacam-se os cortes em projetos de usinas renováveis sem o devido ressarcimento aos empreendedores afetados. Além disso, os obstáculos de conexão para os pequenos sistemas de consumidores representam uma barreira significativa. Alegações de incapacidade das redes elétricas e a questão da inversão de fluxo de potência são frequentemente citadas como justificativas para essas dificuldades. Esses fatores geram incerteza e desestimulam novos investimentos e a expansão da geração distribuída. O cenário atual exige um diálogo contínuo entre os reguladores, o setor e a sociedade para encontrar soluções que garantam o crescimento sustentável da energia fotovoltaica.
Impacto Econômico e Arrecadação da Energia Solar
Mesmo diante dos desafios recentes, o setor fotovoltaico demonstra robustez, com 66,7 GW em operação atualmente. Esta capacidade instalada é responsável por uma arrecadação de mais de R$ 92,8 bilhões para os cofres públicos, contribuindo significativamente para a economia nacional. A energia solar consolidou-se como a segunda fonte mais importante na matriz elétrica brasileira, representando cerca de 25,3% do total. Este desempenho reafirma o papel estratégico da energia limpa para a segurança energética e o desenvolvimento sustentável do país. O Portal Energia Limpa ressalta o potencial do setor para atrair mais investimentos e gerar empregos, promovendo uma transição energética justa e eficiente. Conheça mais sobre energia livre em Portal Energia Limpa.
Perfil dos Empregos na Energia Solar
Segundo a Absolar, a tecnologia fotovoltaica está presente em todas as regiões do país, tanto através das usinas de grande porte quanto pela geração própria em mais de 5 mil municípios, com sistemas instalados em telhados e pequenos terrenos. Esses milhões de empregos são gerados por aproximadamente 20 mil empresas do setor, que abrangem diversas áreas como fabricantes, distribuidores, integradores, instaladores, consultorias, EPECistas (companhias de engenharia de projetos solares) e fintechs. Os cargos mais comuns são encontrados nas áreas administrativa, vendas, jurídica, engenharia, treinamentos, instalação e operários de fábrica. Os estados que mais se destacam na criação de empregos no setor solar incluem Minas Gerais, com 428 mil postos, São Paulo (229 mil), Bahia (158 mil), Paraná (126 mil) e Rio Grande do Sul (110 mil).
Brasil e Empregos em Energias Renováveis
O Relatório Anual de Energia Renovável e Empregos 2025, elaborado pela Irena (Agência Internacional de Energia Renovável) em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), destaca que a energia solar é a fonte que mais gera empregos entre todas as tecnologias renováveis globalmente. No último ano, o mercado fotovoltaico brasileiro contribuiu com a criação de 323,8 mil postos de trabalho, posicionando o Brasil entre as três maiores nações que mais geraram empregos neste campo. Esse reconhecimento internacional sublinha a importância do país no cenário global de energias renováveis e a capacidade do setor em impulsionar o desenvolvimento econômico e social. O potencial de crescimento ainda é vasto, apesar dos desafios regulatórios e de infraestrutura.
Visão Geral
O CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, enfatizou que a economia verde brasileira poderia estar em um patamar ainda maior de pujança, não fossem os enormes desafios enfrentados pelo setor fotovoltaico no último ano. Tais dificuldades resultaram no fechamento de empresas, cancelamento de investimentos e demissões de profissionais. A presidente eleita para o Conselho de Administração da Absolar (2026-2030) terá o desafio de navegar por este cenário complexo, buscando soluções para reverter a desaceleração e garantir a retomada do crescimento. A superação desses obstáculos é crucial para que o Brasil capitalize plenamente o potencial da energia solar, consolidando sua posição como líder em energias limpas e gerador de empregos verdes.





















