A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgou dados recentes sobre o consumo de energia no Brasil, revelando uma queda de 1,4% em agosto em comparação com o ano anterior.
Este artigo explora os detalhes desse levantamento, os setores e regiões mais afetados, e as possíveis causas por trás dessa retração no mercado de energia.
Análise Geral do Consumo de Energia
Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), organização que acompanha em tempo real as movimentações do setor, o consumo de energia elétrica em agosto totalizou 66.632 megawatts médios (MW médios). O volume representa uma retração de 1,4% quando comparado com o mesmo período do ano passado. Já em relação a julho, houve aumento de 1%, interrompendo a sequência de cinco meses em queda.
A CCEE analisa separadamente dois mercados. A demanda chegou a somar 37.333 MW médios no ambiente regulado, tradicional pelo fornecimento de energia via distribuidoras locais, no qual estão a maior parte dos consumidores residenciais. No segmento, a queda foi de 1,2%. No mercado livre, em que é possível escolher o fornecedor com base em critérios como preço e fontes de geração, foram utilizados 29.299 MW médios, uma redução de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Após registrar o pico de consumo em fevereiro, a chegada do outono e inverno, estações frias do ano, explicam a queda nos indicadores. Nesta época é comum os consumidores utilizar com menos frequência seus equipamentos de refrigeração, como os ar-condicionados e ventiladores. Já o crescimento em agosto indica a chegada da primavera, prevista para o final de setembro, mas com impactos climáticos registrados no mês.
Setores da Economia
O consumo dentro dos 15 ramos de atividade econômica analisados pela Câmara ajuda a explicar as retrações no ambiente livre. O levantamento aponta que, em agosto, os setores de Saneamento (2,9%), Minerais Não-Metálicos (0,7%) e Transporte (0,5%) lideraram os avanços no comparativo anual. Por outro lado, Telecomunicações (-5,6%) e Químicos (-5,1%) foram as retrações mais expressivas.
Ao todo, foram nove os ramos econômicos em queda, com destaque para Serviços (-5,0%) entre as maiores reduções. O setor composto por shoppings e outros grandes estabelecimentos comerciais representa a maior parcela de consumidores no mercado livre e sua atuação tímida no mês ajuda a justificar a retração deste ambiente em relação a 2024.
Análise Regional
A CCEE também analisa o comportamento do consumo por estado. Acre (12,1%), Maranhão (7,2%) e Piauí (4,4%) tiveram as maiores taxas de aumento no mês, na contramão do Mato Grosso do Sul (-8,8%), Amapá (-8,6%), Goiás e Rondônia (ambos com -4,5%), que tiveram as maiores reduções.























