Preços de frutas, legumes e verduras dispararam, com um aumento de 82,7%, de acordo com dados da Scanntech
Frutas, legumes e verduras tiveram um aumento de 82,7%, de acordo com dados da Scanntech
Por Misto Brasil – DF
O blecaute que afetou a cidade de São Paulo em dezembro impulsionou as vendas em supermercados e atacarejos paulistanos, registrando um crescimento de 12 pontos percentuais acima da média nacional. Esse aumento foi majoritariamente liderado pela categoria de produtos perecíveis.
No período mais intenso, entre os dias 20 e 23 de dezembro — logo após o evento climático que causou o apagão —, a seção de açougue e peixaria demonstrou um notável crescimento de 72,6% em volume, quando comparada ao mesmo intervalo de 2024.
A alta foi ainda mais expressiva para frutas, legumes e verduras, que apresentaram um avanço de 82,7%, conforme um levantamento efetuado pela plataforma de dados Scanntech na capital paulista.
O gerente de inteligência de mercado da Scanntech explicou que “a categoria de frutas, legumes e verduras já vinha em trajetória de crescimento no comparativo do mês versus o mesmo período do ano anterior e acelerou ainda mais depois [do apagão]”.
Ele complementou que a situação “misturou recomposição de estoque com a elevação de demanda típica do período prévio ao Natal”.
Houve um aumento imediato na procura por velas logo no início do apagão. Nos dois primeiros dias do evento, as vendas dessas mercadorias cresceram mais de 320% em comparação com o mesmo período de 2024 e 289% acima da média dos outros dias de dezembro (excluindo festividades sazonais como o Natal).
Outros produtos mostraram padrões de consumo diferentes. Pilhas e baterias tiveram um pico de demanda inicial, com alta de 9,8% em volume frente a 2024 e 1,6% acima da média de dezembro, mas essa procura não se manteve ao longo do tempo.
Visão Geral
O apagão em São Paulo gerou um impacto significativo no varejo de alimentos, com os perecíveis (especialmente frutas, legumes e verduras) apresentando o maior crescimento de vendas em volume no período pós-evento. Houve também um pico na demanda por itens essenciais em emergências, como velas, enquanto itens como pilhas tiveram apenas um aumento pontual.
Créditos: Misto Brasil





















