Grandes eventos como a Copa do Mundo e as eleições podem impulsionar a economia e aliviar as pressões sobre o volume de produção
Eventos de grande impacto, como a Copa do Mundo e as eleições podem ajudar a destravar demanda e compensar as pressões recentes sobre volume
Por Misto Brasil – DF
O setor de varejo alimentar no Brasil finalizou o ano de 2025 com uma receita total estimada em R$ 1,4 trilhão. Isso representa um aumento em relação aos R$ 1,3 trilhão registrados em 2024. Este resultado significa um crescimento nominal de 6,7% no período, e um crescimento real (deflacionado) de 2,3%.
Este desempenho consolida o canal alimentar — que engloba supermercados, mercados e atacarejos, mas exclui bares, restaurantes, hotéis, farmácias e o e-commerce — como um dos pilares fundamentais da economia.
O setor manteve um crescimento alinhado com a projeção de fechamento do Produto Interno Bruto (PIB) apresentada pelo boletim Focus para o ano. O varejo alimentar manteve sua representatividade de 11% da economia, apesar de um ano desafiador marcado por: efeitos climáticos adversos, famílias com alto endividamento, baixa confiança do consumidor e taxas de juros elevadas.
De acordo com a Scanntech, empresa especializada em inteligência de dados, o desempenho de 2025 reflete um consumidor que, mesmo diante da desaceleração da inflação, do baixo desemprego e de uma modesta recuperação na renda média, manteve uma atitude de cautela nas compras.
A análise da Scanntech é baseada no processamento de mais de R$ 1 trilhão em faturamento, abrangendo todo o território nacional e representando lojas de todos os formatos, tamanhos e regiões.
Este tipo de coleta de dados, realizado em nível granular e que não se baseia em médias simples, possui um nível de robustez sem precedentes, o que garante a mais alta precisão estatística para os resultados apresentados.
Para o ano de 2026, a Scanntech projeta um cenário de maior intensidade competitiva, impulsionado por fatores adicionais de estímulo ao consumo. Isso inclui possíveis alterações no cenário econômico, como a redução gradual das taxas de juros e a isenção total de impostos para pessoas com renda de até R$ 5 mil (ou redução para quem ganha até R$ 7.350).
Adicionalmente, a presença de eventos de grande relevância, como a Copa do Mundo e as eleições, tem o potencial de desbloquear a demanda reprimida e contrabalançar as pressões recentes sentidas no volume de vendas. Espera-se que o crescimento do varejo em 2026 venha menos da alteração de preços e mais da habilidade das empresas em atrair clientes, conquistar maior fatia de mercado e, sobretudo, operar com maior eficiência.
Visão Geral
O varejo alimentar brasileiro demonstrou resiliência em 2025, crescendo 6,7% nominalmente (2,3% deflacionado), atingindo R$ 1,4 trilhão e mantendo sua importância de 11% na economia, mesmo sob pressão de fatores econômicos e climáticos. Para 2026, o setor prevê um ambiente mais competitivo, mas com perspectivas de estímulo ao consumo através da queda dos juros e de grandes eventos (Copa do Mundo e eleições), que devem impulsionar o volume de vendas, exigindo das empresas foco em atração de fluxo e eficiência operacional, conforme análise da Scanntech.
Créditos: Misto Brasil






















