O Silêncio de Alberto Felix de Oliveira Contrastou Com o Depoimento do Diretor Financeiro do BRB, que Falou Abertamente
Apenas Dois Depoimentos Prestados Hoje: O Diretor Financeiro do BRB Falou, Mas Alberto Felix de Oliveira Optou pelo Silêncio
Por Manuela Castro – DF
A Polícia Federal deu início a uma nova fase de oitivas no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (26). A investigação foca na apuração da compra de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Esses depoimentos foram ordenados pelo ministro Dias Toffoli, que é o relator responsável pelo caso.
O primeiro indivíduo a ser ouvido nesta segunda-feira foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, o diretor de Finanças e Controladoria do BRB. Ele respondeu às indagações dos investigadores, embora o teor das suas declarações não tenha sido revelado ao público devido ao sigilo que rege o processo.
Posteriormente, estavam agendados os depoimentos de executivos do Banco Master e de empresários associados ao conglomerado do banco.
Dentre eles, Alberto Felix de Oliveira, o superintendente executivo de Tesouraria do Master, exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio, recusando-se a produzir provas que pudessem incriminá-lo.
A programação de oitivas continuará na terça-feira (27), com a previsão de ouvir mais quatro pessoas sob investigação, incluindo diretores tanto do BRB quanto do Banco Master, além de sócios da instituição financeira, alguns deles participando por meio de videoconferência.
A investigação visa apurar possíveis irregularidades na negociação de carteiras de crédito que envolveram o BRB e o Banco Master. Os crimes sob suspeita incluem gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
O processo está sendo conduzido no STF porque há um investigado que possui foro privilegiado, especificamente um deputado federal. Contudo, até o momento, as suspeitas de envolvimento direto do parlamentar ainda não foram confirmadas.
Visão Geral
Nesta segunda-feira (26), a Polícia Federal deu seguimento às investigações no STF sobre a polêmica aquisição de ativos do Banco Master pelo BRB, conforme determinação do Ministro Dias Toffoli. Apenas dois depoimentos foram colhidos: o do Diretor Financeiro do BRB, que respondeu às perguntas, e o do superintendente executivo de Tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira, que exerceu seu direito ao silêncio. A agenda segue amanhã com mais depoimentos, enquanto a investigação foca em potenciais crimes financeiros ligados à transação, com um deputado federal sob análise devido ao foro privilegiado.
Créditos: Misto Brasil























