O Brasil Atinge Recordes em Emprego e Renda em 2025
O Brasil Atinge Recordes em Emprego e Renda em 2025
Por Bruno de Freitas Moura – Rio de Janeiro
O Brasil alcançou, no último trimestre de 2025, a menor taxa de desocupação já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), atingindo 5,1%.
Analisando os dados consolidados de 2025, a taxa anual de desocupação ficou em 5,6%, também um recorde histórico de baixa. O total de pessoas ocupadas alcançou a marca de 103 milhões.
O ano de 2025 também marcou um recorde na renda média mensal do trabalhador, que foi de R$ 3.560, representando um aumento real de 5,7% (ou R$ 192) em comparação com 2024.
O número de trabalhadores com carteira assinada em 2025 também foi o mais alto já registrado, somando 38,9 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 1 milhão em relação ao ano anterior.
Esses resultados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30).
A taxa anual de informalidade diminuiu de 39%, em 2024, para 38,1% em 2025. Contudo, segundo Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa, este índice ainda é um “valor relevante”, refletindo uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro.
Adriana avalia que “A composição e dinâmica da população ocupada ainda é bastante dependente da informalidade, sobretudo, devido à grande participação de trabalhadores no comércio e em segmentos de serviços mesmo complexos”.
A metodologia do IBGE para a Pnad investiga o mercado de trabalho para indivíduos a partir dos 14 anos, considerando todas as formas de ocupação, como empregados formais, informais, temporários e por conta própria.
Pelo critério do instituto, somente é classificada como desocupada a pessoa que, de fato, procurou por uma vaga nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. O estudo abrange 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
A maior taxa de desocupação já registrada na série histórica iniciada em 2012 foi de 14,9%. Esse pico foi atingido em dois momentos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, ambos durante a crise sanitária da covid-19.
Em contraste, o **Caged** (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indicou um saldo negativo de 618 mil vagas formais em dezembro. No entanto, no consolidado de 2025, o balanço geral foi positivo, com a criação de quase 1,28 milhão de postos com carteira assinada.
Destaques de 2025
Em termos anuais, o Brasil apresentou os seguintes contingentes:
- Empregados da iniciativa privada sem carteira assinada: 13,8 milhões (com uma queda de 0,8% em relação a 2024);
- Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões (queda de 4,4%);
- Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões – o maior número já registrado nesta categoria.
Visão Geral
O ano de 2025 consolidou um cenário de melhora no mercado de trabalho brasileiro, caracterizado pela menor taxa de desocupação histórica, um aumento significativo na renda média mensal e o maior volume já registrado de trabalhadores com carteira assinada (38,9 milhões). Apesar da resiliência da informalidade, os indicadores mostram uma tendência positiva na ocupação formal e um crescimento no número de trabalhadores por conta própria.
Créditos: Misto Brasil




















