Projeções Econômicas Atuais: Análise dos Dados da Pesquisa Febraban sobre o Crescimento do Crédito Direcionado
Dados da Pesquisa Febraban Indicam Aumento na Projeção de Crescimento do Crédito Direcionado
Por Misto Brasil – DF
Conforme a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban, realizada entre os dias 03 e 09 de fevereiro com a participação de 21 bancos, há uma crença entre as instituições financeiras de que o Comitê de Política Monetária (Copom) efetuará um corte de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) em março.
Adicionalmente, mais de 60% dos entrevistados preveem que os juros básicos se situarão abaixo de 12,25% ao ano em dezembro. Este patamar é mais baixo do que a estimativa atual apresentada no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central.
Esses resultados refletem uma elevação na projeção de crescimento do crédito direcionado para o ano, que subiu de 9,4% para 9,6%.
O principal fator para este aumento é o desempenho esperado do crédito destinado a empresas, cuja projeção avançou de 9,7% para 11,1%. Esse crescimento é impulsionado por programas governamentais voltados para micro, pequenas e médias empresas.
No que tange à carteira direcionada às famílias, a expectativa de crescimento registrou uma leve queda, passando de 9,1% para 9,0%. Isso é atribuído aos sinais contínuos de menor dinamismo no crédito rural.
Na carteira livre, a expectativa de crescimento manteve-se inalterada em 7,6%. Para a carteira de pessoas físicas (PF), a projeção de crescimento aumentou de 8,6% para 9,1%, sustentada pela solidez do mercado de trabalho, que estimula as linhas de crédito voltadas ao consumo.
Em contrapartida, houve uma redução na projeção para a carteira de pessoas jurídicas (PJ), que declinou de 6,2% para 5,6%.
A maioria dos participantes da pesquisa (71,4%) considera que o governo precisará adotar medidas adicionais para atingir a meta fiscal deste ano. Este percentual é ligeiramente inferior ao da pesquisa anterior, que era de 80,0%.
Desses, 47,6% acreditam que as ações governamentais se concentrarão em cortes de despesas (como contingenciamento ou exclusão de gastos da meta fiscal).
A projeção de inadimplência da carteira livre para 2026 permaneceu estável em 5,2%, após fechar 2025 em 5,5%. Isso reforça a expectativa de que o índice de inadimplência está próximo de seu ponto máximo.
Espera-se que a inadimplência comece a diminuir em breve, concomitante com o início da queda da taxa Selic. Para 2027, a projeção é de 4,9%, mantendo a tendência de redução do indicador.
Visão Geral
A pesquisa da Febraban sinaliza um otimismo cauteloso no setor bancário, refletido na expectativa de corte da Selic e no aumento da projeção para o crédito direcionado a empresas, apesar de uma leve retração no crédito rural para famílias. A percepção geral é de que a inadimplência está perto do pico, com tendências de queda para os próximos anos, dependendo das decisões futuras de política monetária e fiscal do governo.
Créditos: Misto Brasil























