Abear defende medidas governamentais para reduzir custos do querosene de aviação, buscando mitigar o impacto da alta do petróleo e evitar o aumento das passagens aéreas no cenário nacional.
Conteúdo
- Subsídios ao Querosene de Aviação (QAV)
- Impacto do Combustível no Setor Aéreo
- O Papel da Petrobras no Preço do Petróleo
- Visão Geral
Subsídios ao Querosene de Aviação (QAV)
A Abear solicita que o governo federal inclua o querosene de aviação (QAV) nas medidas emergenciais atualmente destinadas ao óleo diesel. Com o preço médio do insumo fixado em R$ 3,58 por litro para as distribuidoras, a alta acentuada do petróleo no mercado internacional, impulsionada por conflitos geopolíticos no Oriente Médio, ameaça a sustentabilidade do setor aéreo. A proposta busca reduzir o impacto financeiro direto sobre as companhias nacionais, que tentam se consolidar após crises recentes e processos de recuperação judicial. Segundo a associação, um acréscimo de apenas 8% no orçamento fiscal já reservado ao diesel seria suficiente para isentar o combustível aéreo, garantindo estabilidade operacional imediata para o mercado.
Impacto do Combustível no Setor Aéreo
O combustível representa aproximadamente um terço dos custos operacionais totais das companhias aéreas brasileiras, e sua valorização contínua pode elevar drasticamente o preço final das passagens aéreas. Recentemente, o governo federal anunciou um pacote robusto de R$ 30 bilhões para mitigar a alta do óleo diesel, visando proteger a cadeia logística e o transporte de cargas essencial para a inflação. A Abear argumenta que o querosene de aviação (QAV) deve receber um tratamento tributário similar para evitar retrações no crescimento do setor. A estratégia governamental para o diesel, que envolve a redução de tributos federais e subvenções diretas, é vista como um modelo viável para ser replicado no transporte aéreo nacional.
O Papel da Petrobras no Preço do Petróleo
Além de subsídios governamentais, a atuação da Petrobras é considerada um fator fundamental para atenuar a volatilidade dos preços internos de energia. Como a maior parte do querosene de aviação (QAV) consumido no Brasil é refinada domesticamente, a estatal possui autonomia para realizar reajustes graduais, evitando o repasse imediato das oscilações bruscas do mercado externo de petróleo. Essa abordagem suavizada permitiria que as empresas planejassem suas malhas aéreas com maior segurança financeira e previsibilidade de caixa. Enquanto o setor aguarda definições, o Portal Energia Limpa monitora as tendências de transição energética e fontes alternativas que poderão moldar o futuro do transporte e da economia global nos próximos anos.
Visão Geral
Na Visão Geral, fica evidente o esforço coordenado entre o setor de aviação e o governo para conter os efeitos da volatilidade energética internacional. A inclusão do querosene de aviação (QAV) em programas de isenção tributária, espelhando as medidas aplicadas ao óleo diesel, surge como a principal estratégia para proteger os passageiros contra aumentos abusivos. A Petrobras, embora preserve sua política comercial e sigilo contratual, é vista como uma peça-chave para garantir a estabilidade necessária ao mercado interno. O equilíbrio entre a responsabilidade fiscal e o suporte financeiro ao transporte aéreo definirá o ritmo de recuperação das empresas, impactando diretamente a conectividade do país e o desenvolvimento econômico sustentável em longo prazo.























