A tramitação do Redata na Câmara, sob a relatoria de Aguinaldo Ribeiro, intensifica discussões sobre MMGD, BESS e Adicionalidade no Setor Elétrico.
Conteúdo
- A Agenda Quente do Setor: MMGD, BESS e Adicionalidade
- O Relator Aguinaldo Ribeiro no Centro do Fogo e o Avanço do Redata na Câmara
- Risco Regulatório Reduzido ou Novo Complexo com o Redata
- Visão Geral
A Agenda Quente do Setor: MMGD, BESS e Adicionalidade
O Redata não é apenas uma mudança contábil; ele redefine a arquitetura do Mercado de Curto Prazo (MCP). O setor elétrico está pressionando fortemente em três frentes:
- MMGD: Há um temor de que regras rígidas para a Geração Mínima Despachada penalizem *players* de energia limpa que possuem compromissos contratuais fixos. A discussão é sobre flexibilizar a penalidade quando a não entrega for causada por restrições de rede ou previsões climáticas adversas.
- BESS: O armazenamento de energia (BESS) é a grande aposta para a flexibilização futura. O setor exige que o Redata crie regras claras de remuneração para a energia armazenada e despachada, garantindo que o ativo seja valorizado por sua capacidade de firmar a geração intermitente.
- Adicionalidade: A definição de adicionalidade é vital para evitar subsídios cruzados. O mercado quer garantir que apenas projetos que comprovadamente aumentam a capacidade firme do sistema sejam recompensados, mantendo a integridade da remuneração dos ativos de transmissão já existentes.
O Relator Aguinaldo Ribeiro no Centro do Fogo e o Avança Câmara
A escolha de Aguinaldo Ribeiro como relator posiciona-o como o fiel da balança. Sua habilidade em negociar com a ANEEL, o MME e as entidades setoriais (como a ABSOLAR e a ABRACE) será testada na composição final do texto.
A pressão do setor elétrico é intensa, com lobistas defendendo interpretações que maximizem a previsibilidade de receita para os geradores renováveis e minimizem as penalidades no MCP. O avanço do Redata na Câmara nesta terça-feira dependerá de quão bem o relator conseguir incorporar essas demandas no arcabouço regulatório sem comprometer a estabilidade do sistema de liquidação.
Risco Regulatório Reduzido ou Novo Complexo com o Redata
Se o Redata for aprovado com as salvaguardas solicitadas para MMGD, BESS e adicionalidade, o mercado verá uma redução significativa no risco regulatório operacional. Isso liberaria capital para novos investimentos em energia limpa, pois a previsibilidade do cash flow melhoraria drasticamente.
Por outro lado, se o texto final for muito restritivo ou deixar ambiguidades sobre a remuneração de BESS, o avanço regulatório esperado pode se transformar em mais um obstáculo para a modernização da matriz. A expectativa é que a visão de Aguinaldo Ribeiro consiga um meio-termo que reconheça a necessidade de flexibilidade trazida pelas novas tecnologias. O setor assiste, na pauta desta terça, ao desenrolar de um capítulo crucial para o futuro da comercialização de energia no Brasil.
Visão Geral
A designação de Aguinaldo Ribeiro como relator do Redata intensifica o debate no setor elétrico. A consolidação do texto exige um equilíbrio delicado entre as necessidades operacionais da MMGD, a valorização dos sistemas BESS e a definição precisa de adicionalidade, elementos cruciais para a estabilidade regulatória futura.























