A Geração Distribuída (GD) alcança 43,5 GW em 2025, preparando-se para um salto para 50 GW até o fim de 2026, confirmando a descentralização energética no país.
Conteúdo
- A Escalada dos 43,5 GW: O Fim da Regra da Compensação
- O Desafio da Absorção da Rede
- O Impacto Econômico: Descentralização do Investimento
- O Futuro da Geração: Integração e Hibridização
- Visão Geral
A Escalada dos 43,5 GW: O Fim da Regra da Compensação
O marco de 43,5 GW em 2025 reflete a forte adesão ao mercado motivada, em grande parte, pela transição regulatória. A Lei 14.300/2022, que estabeleceu as regras de compensação de energia (o chamado “fio B”), criou um efeito de antecipação massiva de projetos em 2023 e 2024. Muitos consumidores correram para garantir as regras antigas, inflando o pipeline de instalações que se concretizarão em 2025.
No entanto, o crescimento sustentado até os 50 GW em 2026 indica que, mesmo após o fim dos subsídios totais de transição, a economia gerada pela autogeração fotovoltaica continua sendo altamente atrativa. O custo LCOE (Custo Nivelado de Energia) da solar on-grid já é competitivo frente ao custo de compra de energia no mercado regulado, mesmo com a nova tributação.
O Desafio da Absorção da Rede
Para os engenheiros de distribuição e planejamento, o foco se volta agora para a capacidade de absorção dessa energia na ponta. Um sistema com 50 GW de potência instalada de forma descentralizada exige inteligência e reforço robusto nas redes de baixa e média tensão.
A principal preocupação reside na gestão do fluxo reverso de energia, especialmente em horários de pico solar. Se a rede de distribuição não for modernizada rapidamente com smart meters e transformadores adequados, o risco de sobrecargas e a necessidade de curtailment localizado podem crescer, apesar da queda projetada no curtailment de grandes parques eólicos/solares (como visto em análises recentes).
O Impacto Econômico: Descentralização do Investimento
O crescimento da Geração Distribuída representa uma pulverização do investimento. Ao invés de grandes aportes concentrados em poucas usinas, o capital é distribuído em milhões de telhados e pequenos terrenos por todo o país. Isso impulsiona a cadeia de valor local: integradores, instaladores e fornecedores regionais.
A capilaridade da GD também a torna uma ferramenta poderosa para a resiliência energética. Em caso de falha em grandes linhas de transmissão, a capacidade instalada localmente garante um nível mínimo de suprimento para residências e pequenos comércios, aumentando a segurança energética geral do país.
O Futuro da Geração: Integração e Hibridização
O salto para 50 GW consolida a GD como um componente estrutural da matriz, não apenas um nicho. A próxima fase de crescimento, pós-2026, dependerá fortemente da integração de sistemas de armazenamento (baterias).
A hibridização dos sistemas de GD com baterias permitirá que a energia gerada durante o dia seja consumida ou injetada na rede nos horários de pico da noite, reduzindo o impacto da intermitência e maximizando a economia para o consumidor.
Em conclusão, os números de 43,5 GW em 2025 e a projeção de 50 GW em 2026 confirmam a força da Geração Distribuída como a principal força de transformação do setor elétrico brasileiro. O foco regulatório e de investimento agora deve migrar da simples permissão para a gestão inteligente e a estabilização da rede frente a essa nova e gigantesca capacidade instalada na ponta.
Visão Geral
A projeção de atingir 43,5 GW em Geração Distribuída (GD) em 2025 e alcançar 50 GW até 2026 sinaliza uma mudança estrutural na matriz energética brasileira. Este crescimento é impulsionado pela competitividade do custo LCOE da solar on-grid e pela antecipação regulatória. Os desafios futuros concentram-se na modernização da rede de distribuição para absorver o fluxo reverso e na integração de sistemas de armazenamento para garantir a estabilidade do sistema.























