Análise de Conjuntura Econômica e Projeções de Crescimento
Projeções de Inflação e Metas do Banco Central
Por Andreia Verdélio – DF
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como referência oficial da inflação no país, registrou uma queda para o ano de 2025, passando de 4,36% para 4,33%. Esta estimativa foi divulgada no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) que coleta as expectativas das instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.
Para o ano de 2026, a projeção da inflação também apresentou redução, caindo de 4,1% para 4,06%. As expectativas para os anos seguintes são de 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028.
Esta é a sexta semana consecutiva de redução na previsão da inflação para 2025, fazendo com que ela se encaixe no intervalo da meta estabelecida para a variação de preços que o BC deve perseguir.
A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos (ou seja, entre 1,5% e 4,5%).
Em novembro, a alta no preço das passagens aéreas contribuiu para que a inflação atingisse 0,18% (acima dos 0,09% de outubro). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses se fixou em 4,46%, permanecendo dentro do limite estabelecido pelo CMN.
Instrumentos de Política Monetária e Taxa Selic
Para controlar a inflação e atingir a meta, o Banco Central utiliza como ferramenta principal a taxa básica de juros, a Taxa Selic, que atualmente está fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
A queda na inflação e a desaceleração econômica levaram o Copom a manter a Selic neste patamar pela quarta vez seguida na última reunião do ano, realizada no início deste mês.
O colegiado não indicou quando os cortes de juros podem começar, afirmando que o cenário atual envolve grande incerteza, o que exige cautela na política monetária. A estratégia comunicada é manter a Selic neste nível por um período prolongado.
A taxa básica de juros está no seu maior nível desde julho de 2006 (quando era 15,25% ao ano). Após atingir 10,5% em maio do ano anterior, a taxa começou a subir em setembro de 2024, chegando a 15% em junho, patamar mantido desde então.
Projeções para a Taxa Básica de Juros
A expectativa dos analistas de mercado é que a Taxa Selic caia para 12,25% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, as projeções indicam novas reduções, para 10,5% ao ano e 9,75% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Isso impacta os preços, pois juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, podendo, consequentemente, dificultar a expansão econômica.
Os bancos, ao definir as taxas cobradas dos consumidores, consideram outros fatores além da Selic, como risco de inadimplência, margem de lucro e custos administrativos.
Por outro lado, quando a Taxa Selic é reduzida, há uma tendência de barateamento do crédito, o que estimula a produção e o consumo, aliviando o controle sobre a inflação e impulsionando a atividade econômica.
Visão Geral
As projeções do mercado financeiro, conforme o boletim Focus, indicam uma trajetória de queda gradual da inflação (IPCA) nos próximos anos, com a previsão para 2025 caindo para 4,33% e atingindo 3,5% em 2028, alinhando-se ao intervalo da meta oficial de 3% (com tolerância de 1,5 p.p.). Em resposta, a Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano (nível máximo desde 2006), deve ser mantida por um período, com expectativas de início de queda gradual a partir de 2026, segundo os analistas.
Créditos: Misto Brasil






















