Rio Tinto e Glencore: O Fim de uma Negociação – Análise do Setor Minerário
Rio Tinto Finaliza Negociações de Aquisição da Rival Glencore: Falha no Acordo
Por Misto Brasil – DF
O dólar se fortaleceu frente às moedas consideradas fortes, impulsionado por dados de emprego nos Estados Unidos que vieram mais fracos que o esperado. Para as moedas de mercados emergentes, a divisa americana também ganhou força devido à liquidação de ativos de commodities.
Esta valorização do dólar espelhou seu desempenho no mercado internacional. Por volta das 17h (horário de Brasília), o índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de seis moedas globais importantes como o euro e a libra, registrava uma alta de 0,20%, atingindo 97.814 pontos.
Não são apenas os fundos de ações que estão capitalizando com a forte valorização da bolsa brasileira.
Os fundos multimercados com estratégia macro, que visam lucrar com os efeitos do cenário macroeconômico nos investimentos, acumularam rentabilidade de até 30% nos 12 meses encerrados em 27 de janeiro. Esse desempenho reflete ganhos obtidos também com movimentos em juros, câmbio e investimentos realizados no exterior.
Uma análise focada em 15 fundos de estratégia macro, com patrimônio superior a R$ 500 milhões, levantada pelo InfoMoney com dados da Economática, identificou oito fundos com retornos acima de 20%, o que equivale a mais de 140% do CDI (referencial da renda fixa).
Somente no ano corrente, alguns desses fundos já renderam mais de 3%, quase o triplo do CDI no mesmo período.
Entre os de melhor desempenho, há fundos classificados como mais arriscados, apresentando alta volatilidade, na casa de 9% em termos anuais (o que implica uma possível perda de até 9% no pior cenário anual). Contudo, também há multimercados com baixa volatilidade, em torno de pouco mais de 3%.
O contrato mais negociado do ouro fechou em queda nesta quinta-feira (5). Isso ocorreu em função do alívio nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, antecipando uma reunião bilateral, e pela contínua valorização do dólar internacionalmente.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em abril encerrou com desvalorização de 1,24%, atingindo US$ 4.889,50 por onça-troy, ficando novamente abaixo do patamar de US$ 4.900 a onça. A prata, com vencimento em março, sofreu uma queda acentuada de 9,10%, fechando em US$ 76,71 por onça-troy.
A Rio Tinto confirmou na quinta-feira (5) o fim das negociações para a aquisição da sua rival Glencore, justificando que as empresas não conseguiram alcançar um acordo que oferecesse valor adequado aos acionistas.
A concretização dessa movimentação criaria a maior mineradora do mundo, o que implica que a Vale deveria perder sua atual primeira posição no ranking (posição que a companhia brasileira havia recuperado na semana anterior).
A proposta de fusão, originalmente anunciada em janeiro, resultaria na formação da maior empresa de mineração global, com um valor de mercado estimado em mais de US$ 200 bilhões. (Fontes: InfoMoney, MoneyTimes e InvestNews)
Visão Geral
O cenário financeiro recente foi marcado pela valorização do dólar frente a moedas globais e emergentes, auxiliada por dados de emprego americanos mais fracos e pela desvalorização das commodities. Enquanto isso, no mercado de fundos brasileiros, os multimercados macro apresentaram desempenhos notáveis, superando o CDI devido a acertos em diferentes classes de ativos. Em contraste, o preço do ouro caiu devido ao relaxamento das tensões geopolíticas entre EUA e Irã. O destaque corporativo foi o encerramento das negociações entre Rio Tinto e Glencore, que frustrou a formação da maior mineradora do planeta.
Créditos: Misto Brasil






















