A Pesquisa Global de Ansiedade Climática da International Schools Partnership revela que jovens reconhecem a urgência da crise, mas poucos adotam práticas sustentáveis de forma consistente no cotidiano.
Impacto da Pesquisa Global de Ansiedade Climática
A primeira Pesquisa Global de Ansiedade Climática K–12 da International Schools Partnership (ISP), que envolveu mais de 5 mil estudantes de 10 a 18 anos em 25 países, incluindo o Brasil, aponta que a maioria dos alunos do ensino básico reconhece a urgência e se preocupa com a crise climática. Entretanto, poucos adotam práticas de sustentabilidade de forma consistente, e menos da metade acredita que o impacto de suas próprias atitudes pode fazer a diferença para frear as mudanças climáticas. Os dados evidenciam que 83,8% dos estudantes reconhecem a urgência do tema, mas apenas 21,4% agem de forma consistente.
O Papel Decisivo das Escolas na Consciência Ambiental
O levantamento da ISP evidencia o papel decisivo das escolas na transformação da consciência ambiental dos jovens. Os resultados apontam que 42% dos estudantes acreditam que suas instituições de ensino fazem o suficiente para enfrentar as mudanças climáticas. Esse índice sobe para 61% entre os alunos que participam ativamente de projetos ambientais e educativos sobre o assunto, e cai para 38% entre os que não participam de atividades de letramento sobre o tema. Essa diferença significativa evidencia o impacto direto da vivência prática e da educação na percepção e no engajamento dos estudantes diante dos desafios globais atuais.
Transformando a Preocupação em Ações Sustentáveis
Os dados indicam que o contato com iniciativas concretas fortalece a confiança dos jovens em sua própria capacidade de gerar impacto. Santuza Bicalho, managing director da ISP no Brasil, afirma que o protagonismo estudantil é fundamental para converter a ansiedade em solução produtiva.
“Estudantes engajados tendem a apresentar maior senso de responsabilidade coletiva, e mais otimismo e confiança em relação ao futuro”
A pesquisa, que será reaplicada anualmente, orientará a melhoria dos processos de aprendizagem nas escolas da rede, aprimorando o desenho curricular e ampliando a formação de professores para conectar conteúdo acadêmico a experiências práticas reais em sustentabilidade.
Letramento Climático e Protagonismo Estudantil
A ISP promove o letramento climático por meio de uma abordagem integrada que combina currículo, prática e sustentabilidade. O objetivo é transformar conhecimento em ação, desenvolvendo competências e fortalecendo o engajamento diante das mudanças climáticas. Rachel Mitchell, head de ESG do grupo, destaca a importância da autonomia dos alunos.
“Nosso papel como educadores não é apenas explicar o mundo que os estudantes estão herdando, mas capacitá-los com confiança e protagonismo para transformá-lo. Quando a sustentabilidade é vivenciada por meio da ação, e não apenas ensinada na teoria, ela fortalece o bem-estar, a aprendizagem e as competências de longo prazo.”





















