O ONS e a EPE estabeleceram uma parceria estratégica para monitorar estoques de combustíveis em usinas térmicas, visando garantir a resiliência do sistema elétrico frente a crises globais.
Conteúdo
- Planejamento técnico para evitar riscos de combustíveis
- Riscos globais e impactos locais no SIN
- Visão Geral
O sistema elétrico brasileiro entra em uma nova fase de vigilância estratégica. Em um cenário marcado por tensões geopolíticas globais que afetam diretamente o preço e o fornecimento de insumos, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) anunciaram que atuarão em conjunto no monitoramento rigoroso dos estoques de combustíveis destinados às usinas térmicas do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A medida é uma resposta direta à necessidade de garantir a confiabilidade do suprimento em momentos de volatilidade. Segundo Alexandre Zucarato, diretor de Operações do ONS, o trabalho conjunto visa desenhar cenários de estresse que considerem diferentes durações para potenciais conflitos internacionais, antecipando riscos de desabastecimento e estruturando planos de contingência para as usinas que operam com gás natural, carvão ou diesel.
Planejamento técnico para evitar o “apagão” térmico com combustíveis
A atuação integrada entre o ONS e a EPE é fundamental, pois une a expertise operacional com a capacidade de planejamento energético de longo prazo. Enquanto o ONS monitora o despacho diário e as necessidades de curto prazo, a EPE fornece a inteligência de dados sobre a disponibilidade real desses recursos no mercado. O foco está em manter as térmicas, que são essenciais como “seguro” em períodos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas, prontas para entrar em operação a qualquer momento.
Para o setor elétrico, essa vigilância representa um avanço na transparência da matriz. Historicamente, a incerteza sobre o custo ou a disponibilidade física de combustíveis gerava insegurança no planejamento do despacho termelétrico. Agora, com esse monitoramento centralizado e baseado em cenários dinâmicos, o país ganha uma camada adicional de resiliência, permitindo que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) tome decisões fundamentadas em dados reais e atualizados.
Riscos globais e impactos locais no SIN envolvendo combustíveis
O monitoramento não é apenas burocrático; ele toca na ferida da competitividade. A dependência de insumos importados — especialmente o GNL — exp






















