O sistema elétrico brasileiro enfrenta um paradoxo: o excesso de geração limpa no Nordeste causou um recorde de cortes operacionais pelo ONS, evidenciando gargalos na infraestrutura de transmissão nacional.
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Cenário de cortes em energia renovável
O sistema elétrico brasileiro vive um paradoxo que desafia a transição energética: quanto mais investimos em fontes limpas, mais o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa intervir para evitar colapsos. No último fim de semana, dias 11 e 12 de abril, a região Nordeste sofreu uma restrição impressionante de 18.157 MW de energia renovável.
O corte, que se estendeu por mais de 26 horas ao longo desses dois dias, é um reflexo direto da saturação da rede de transmissão e de ineficiências operacionais na região. Segundo o ONS, essas medidas são necessárias para o controle de frequência e restrições operativas.
Por que o corte ocorre?
O fenômeno, conhecido no setor como curtailment, acontece quando a oferta de eletricidade supera a capacidade de escoamento das linhas de transmissão. Em períodos de forte geração eólica e solar, a infraestrutura atual não consegue comportar todo o volume produzido, forçando o operador a limitar o uso dessa energia limpa para garantir a estabilidade do sistema interligado.
Visão Geral
O episódio reforça a necessidade urgente de investimentos em linhas de transmissão e tecnologias de armazenamento, visando mitigar o desperdício energético e consolidar o potencial do Nordeste como protagonista na produção de energia renovável no Brasil.






















