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A semana foi desafiadora para o Ibovespa, que encerrou com uma queda, completando sua quarta semana consecutiva no vermelho. Pela segunda vez seguida, nem mesmo três pregões positivos foram suficientes para reverter as perdas acumuladas. O índice Ibovespa registrou uma perda significativa de 2,25%, fechando em 176.219,40 pontos, o que representa uma queda de 4.051,22 pontos.
Essa performance foi influenciada pela persistência das tensões no Oriente Médio. “A ideia de uma guerra curta no Oriente Médio parece não se concretizar, em meio a novos ataques entre os envolvidos“, explicou Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Rena DTVM. Ele acrescentou que esse cenário aumenta as preocupações com os preços do petróleo e seus impactos inflacionários, levando diversos bancos centrais a manterem suas taxas de juros inalteradas.
No acumulado semanal, o Ibovespa fechou com uma baixa de 0,81%. Enquanto isso, o real sofreu uma desvalorização considerável, com o dólar comercial disparando 1,79% e fechando a R$ 5,309. Os DIs (Depósitos Interfinanceiros), que representam os juros futuros, também registraram alta em toda a curva. Apesar da forte valorização do dólar no dia, a moeda americana acumulou uma queda de 0,13% frente ao real na semana.
Preços do Petróleo em Alta
Os preços do petróleo registraram uma forte elevação nesta sexta-feira, alcançando o valor mais alto em quase quatro anos. Essa alta foi impulsionada pela declaração de “força maior” por parte do Iraque em seus campos de petróleo desenvolvidos por empresas estrangeiras, somada à escalada do conflito no Irã, com os Estados Unidos preparando o envio de reforços militares para o Oriente Médio.
Os contratos futuros do petróleo Brent para maio subiram US$3,54, o que corresponde a 3,26%, encerrando o dia em US$ 112,19 por barril, o maior patamar desde julho de 2022. Já o petróleo dos EUA West Texas Intermediate (WTI) para abril, que expirou nesta sexta-feira, fechou com alta de US$2,18 (2,27%), atingindo US$98,32. Os futuros do WTI para o segundo mês, mais negociados, fecharam com 2,8% de alta, a US$98,23.
Cenário Energético Nacional
No âmbito nacional, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que nos últimos três dias foram fiscalizados 1.192 postos de combustível, e mais de 52 distribuidoras foram multadas. O ministro descreveu o esforço como um “trabalho hercúleo”.
Paralelamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou a intenção da Petrobras de recomprar a Refinaria de Mataripe, anteriormente conhecida como Refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada na Bahia. Durante um evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap), ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, Lula afirmou: “Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”.
Visão Geral
Em suma, a semana foi desafiadora para o mercado financeiro, com o Ibovespa registrando sua quarta queda semanal consecutiva, impactado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. A escalada dos conflitos elevou os preços do petróleo a patamares não vistos em quase quatro anos, gerando preocupações inflacionárias e influenciando a política de juros dos bancos centrais. No cenário doméstico, houve intensificação da fiscalização no setor de combustíveis e um anúncio significativo sobre a intenção da Petrobras de readquirir a Refinaria de Mataripe na Bahia. A desvalorização do real frente ao dólar e a alta dos juros futuros também marcaram o período, refletindo a volatilidade e as incertezas globais.
Créditos: Misto Brasil






















