Decisão do Presidente Lula: Declinação do Convite para o Conselho da Paz
BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – O presidente Lula deve declinar do convite do presidente Donald Trump para participar do ‘Conselho da Paz’, sinalizam fontes do Palácio do Planalto.
A leitura que se faz é que o presidente quer substitui a ONU ( Organização das Nações Unidas) para aumentar ainda mais seu poder. Por isso convidou principais líderes mundiais.
Até agora só aceitou foi o o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Argentina, Hungria e Marrocos. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ainda não respondeu.
Lula vai telefonar a Putin – conforme apurou a Agência Congresso – para saber a posição do aliado russo. 60 países foram convidados.
O Conselho de Paz foi criado como parte do acordo de Trump para encerrar a guerra entre Israel e Hamas em Gaza. Países com assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões).
Lula deve alegar a Trump que devido a campanha eleitoral teria dificuldades de se ausentar do país. Mas vai indicar para sua vaga seu ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve recusar o convite feito por Donald Trump para integrar o seu recém-criado “Conselho da Paz”. Fontes do Palácio do Planalto indicam que a decisão de Lula reflete uma cautela em relação aos objetivos de Trump, que, segundo a interpretação brasileira, busca uma forma de aumentar seu próprio poder e, possivelmente, de substituir a Organização das Nações Unidas (ONU) no cenário global.
O Conselho da Paz de Trump: Uma Proposta Ambiciosa
O “Conselho da Paz” é uma iniciativa de Donald Trump, criada com o objetivo declarado de buscar uma solução para o conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. No entanto, a visão no Planalto é que Trump almeja muito mais: fortalecer sua influência internacional, potencialmente minando a autoridade de instituições globais já estabelecidas como a ONU. Para isso, ele convidou os principais líderes mundiais, esperando angariar apoio e legitimidade para sua nova plataforma.
Adesões e Indecisões: O Cenário Atual
Até o momento, a lista de aceites para o Conselho da Paz é limitada. Apenas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e os líderes da Argentina, Hungria e Marrocos confirmaram presença. A maioria dos 60 países convidados ainda não se pronunciou. Um dos líderes mais aguardados, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também não respondeu. A Agência Congresso apurou que Lula pretende telefonar para Putin para entender a posição de seu aliado russo sobre o tema.
O Custo de um Assento Permanente
A participação no Conselho da Paz de Trump não é apenas uma questão de alinhamento político, mas também financeira. Para os países que desejam ter um assento permanente nesta nova estrutura, há uma exigência de pagamento de US$ 1 bilhão. Esse valor equivale a aproximadamente R$ 5,37 bilhões, um investimento considerável que adiciona uma camada de exclusividade e elitismo à proposta de Trump.
A Estratégia de Lula: Campanha e Representação
Diante desse cenário, a estratégia do presidente Lula é declinar formalmente do convite de Trump, alegando dificuldades de se ausentar do país devido à intensa campanha eleitoral. Contudo, para manter uma porta aberta e não fechar completamente o diálogo, Lula deve indicar seu ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para representá-lo e ao Brasil nas discussões do Conselho da Paz. Essa abordagem permite que o Brasil observe e participe sem se comprometer totalmente com a visão e as motivações de Trump.
Créditos: Agência Congresso






















